Rui Barroso
Rui Barroso 31 de julho de 2017 às 20:45

Pimco encontrou um novo rei das obrigações

As sucessões são, muitas vezes, difíceis de gerir. A Pimco que o diga. Após a saída de Bill Gross, em 2014, a gestora ressentiu-se.

Sem o toque de Midas do investidor que ganhou a alcunha de rei das obrigações, começaram a surgir os resgates significativos dos produtos da Pimco. Em 2015, saíram 125 mil milhões de dólares. Pelo meio, a gestora foi apanhada no lado contrário em alguns investimentos, como no Novo Banco e no Banco Popular. Mas, aos poucos, vai emergindo um novo rei na Pimco. Dan Ivascyn ficou com a difícil tarefa de suceder a Gross no cargo de director de investimento da gestora da Califórnia. Isto depois de na guerra interna da gestora em 2014 se ter oposto a Bill Gross. Mas, após os resultados consistentes de Ivascyn, os investidores começam a regressar aos produtos da Pimco. No primeiro semestre, as subscrições líquidas em produtos da gestora foram de cerca de 50 mil milhões de dólares, segundo dados da Morningstar citados pelo Financial Times. A fatia significativa do dinheiro foi para Income Fund, gerido por Dan Ivascyn, e que tem um retorno anualizado de 9,1% a dez anos, mais do dobro da rentabilidade do índice com que o fundo se compara. Conseguirá tirar a coroa de rei das obrigações a Bill Gross?

 

Jornalista

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