Raquel Godinho
Raquel Godinho 02 de novembro de 2017 às 20:59

Pimco renasce das cinzas três anos após a saída de Gross

A saída de Bill Gross da Pimco, gestora que ajudou a fundar em 1971, apanhou a indústria de surpresa em 2014. E mês após mês, essa surpresa traduziu-se em resgates não só no fundo "Total Return" liderado por Gross como noutros.

Desde a saída do "rei das obrigações", até ao final de 2015, o montante sob gestão da Pimco caiu de 1,87 biliões de dólares (1,61 biliões de euros) para 1,43 biliões de dólares (1,23 biliões de euros). E o fundo de Gross perdeu o estatuto de maior fundo de investimento do mundo. Mas, agora, três anos depois, a gestora renasce das cinzas. Dan Ivascyn e Alfred Murata são os rostos desta recuperação. A manter-se o ritmo de subscrições que se regista desde o início de 2017, este será o primeiro ano com um saldo positivo entre subscrições e resgates do fundo desde 2012, segundo o Financial Times. Aliás, o "Income fund" é mesmo o produto da Pimco que consegue o melhor registo de vendas. Nos primeiros dez meses do ano, entraram 62 mil milhões de dólares neste fundo. Depois de vários meses mergulhados em más notícias, os gestores da Pimco têm conseguido respirar melhor. Mas, revela o FT, já enfrentam críticas de que estão novamente a fazer depender muito do seu sucesso numa só pessoa, numa nova estrela da gestão de fundos: Dan Ivascyn.

 

Jornalista

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