Raquel Godinho
Raquel Godinho 28 de junho de 2017 às 20:42

Quais são as acções que os activistas procuram?

Na Europa, os investidores são menos propensos a desafiar a gestão, o que pode levar a que muitos administradores se mantenham por muito tempo nas empresas, mesmo que não sejam os mais indicados.

Os investidores activistas são um dos piores pesadelos das administrações das empresas. Esta semana, um dia depois de o investidor activista Daniel Loeb ter instado a Nestlé a mudar a sua forma de gestão, a empresa anunciou um programa de recompra de acções no valor de 20 mil milhões de francos suíços.

As administrações sentem-se ameaçadas pelos activistas, mas as acções podem até beneficiar com a "agitação" à sua volta. Com base nesta perspectiva, o MarketWatch elegeu um conjunto de cotadas europeias nas quais os investidores devem apostar, se Loeb for bem sucedido na sua estratégia de forçar a Nestlé a extrair mais valor do seu negócio.

Na Europa, os investidores são menos propensos a desafiar a gestão, o que pode levar a que muitos administradores se mantenham por muito tempo nas empresas, mesmo que não sejam os mais indicados. E, além disso, depois da crise europeia de 2011, muitos investidores afastaram-se da Europa que está agora subavaliada. Portanto, esta é uma boa região para ser alvo dos activistas. E cotadas que se incluem nesta situação são a Novartis, HSBC, Volkswagen e Unilever. É que, defende o site, todas estas cotadas podem melhorar bastante o seu desempenho com uma gestão mais agressiva.

 

Jornalista

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