Rui Barroso
Rui Barroso 15 de agosto de 2017 às 19:30

Quando a antiguidade é um posto nos mercados

Os administradores financeiros de grandes empresas cotadas têm uma longevidade no cargo a fazer lembrar a dos treinadores de futebol.

De três em três meses, têm de dar a cara pelos resultados financeiros da empresa e, quando os números não são do agrado do mercado, acabam, a par com os presidentes executivos, por verem os investidores acenarem-lhes os lenços brancos. No entanto, em média, os responsáveis financeiros (CFO) das 500 maiores empresas americanas duram 5,7 anos no cargo. E são cerca de oito dezenas os administradores financeiros que estão pelo menos há uma década no comando das finanças das mesmas cotadas.

Segundo um estudo da Crist|Kolder Associates para o Wall Street Journal, as cotadas que têm o mesmo CFO há mais de dez anos no cargo tendem a mostrar eficiência na utilização do capital. E das dez cotadas que mantêm há mais tempo o mesmo administrador financeiro, sete batem o mercado na última década.

A Monster Beverage, por exemplo, tem o mesmo CFO há mais de 20 anos e ganha 646% em dez anos. A Berkshire Hathaway, que mantém o CFO há 25 anos, sobe 138% na última década. O S&P 500 ganha 86% no mesmo período. Um sinal de que, para os mercados, a antiguidade é um posto?

 

Jornalista

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