Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 26 de janeiro de 2017 às 19:48

Quando o regulador revela o que não deve 

O segredo é a alma do negócio. Daí que grandes gestoras tenham resistências em divulgar as suas posições. Mas, os reguladores têm vindo a exigir cada vez maior transparência ao nível da carteira. E as falhas são punidas com multas.

O problema é quando é o próprio regulador a falhar. Foi o que aconteceu na Holanda, quando, por engano, o regulador publicou detalhes de centenas de posições a descoberto detidas pelo conhecido investidor George Soros. Ainda que as posições curtas tenham de ser reportadas ao regulador, isso só é válido para participações acima de 0,5% do capital. O que não era o caso. Segundo o Financial Times, através do regulador holandês ficou a saber-se que o bilionário já apostou na queda, por exemplo, de bancos holandeses, como o ING. A informação divulgada por equívoco pelo AFM deixa a descoberto todas as posições curtas assumidas por Soros e pelo fundo Medallion, da Renaissance Technologies, desde 2012. O relatório, publicado esta semana, foi rapidamente retirado do site, mas não o suficiente para evitar a indignação dos "hedge funds" citados no relatório. Tal como perguntou um gestor, "quando um banco comete um erro é multado, quem vai multar o regulador holandês?".

 

Jornalista

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