André  Veríssimo
André Veríssimo 12 de abril de 2017 às 20:25

Quando um imposto só sobe

Se os impostos directos são como os interruptores, vão para cima e para baixo, os indirectos tendem a conhecer um só sentido, o ascendente. A fiscalidade sobre os combustíveis é disso um paradigma, que quem os usa vem sentindo ano após ano.

Um relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental traz novos dados sobre a carga fiscal sobre os combustíveis. A proporção de impostos (IVA, ISP e outros) incorporada no preço médio de venda ao público da gasolina simples 95 passou de 61,8% em 2015 para 67,5% em 2016. No gasóleo simples, o peso aumentou de 53% para 59,1%.

 

O agravamento da fiscalidade não impediu que os portugueses pagassem menos nas bombas: o preço médio de venda ao público baixou 4,5% na gasolina e 4,4% no gasóleo, graças à queda da cotação do petróleo. Impediu, claro, que pagassem ainda menos.

 

Aumentar os impostos sobre os combustíveis ajuda a incentivar soluções ecologicamente mais eficientes. Mas e se as cotações do petróleo subirem de forma violenta, por exemplo, à conta de um conflito militar?

 

O Governo acabou este ano com a reavaliação trimestral do imposto sobre os combustíveis, pondo fim a um instrumento de correcção. E se não existir nenhum no futuro, um aumento expressivo dos preços terá um impacto severo no poder de compra.

 

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mais votado DJ viajante 12.04.2017

Pois é acho que o estado de graça e a governação baseada na sorte se ira apagando a pouco e pouco.

comentários mais recentes
surpreso 12.04.2017

Combustíveis,a vaca leiteira do teu governo

DJ viajante 12.04.2017

Pois é acho que o estado de graça e a governação baseada na sorte se ira apagando a pouco e pouco.

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