Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 28 de novembro de 2017 às 20:25

Quanto maior é a subida, maior é a queda 

As criptomoedas continuam a fazer furor. E é cada vez maior o interesse nestes activos, com a bitcoin a fixar valores inéditos e a surpreender com cotações cada vez mais elevadas.

Este domingo, a moeda virtual tocou pela primeira vez em 9.000 dólares, para um dia depois superar os 9.700 dólares, elevando para cerca de 900% a valorização anual. Mas há quem acredite que estas divisas podem ir mais longe. A falar num programa da CNBC, Michael Novogratz, um antigo gestor de "hedge funds", defende que o preço da bitcoin pode quadruplicar até ao final de 2018 e a ethereum pode triplicar. "Há uma grande onda de dinheiro a entrar, não apenas aqui mas em todo o mundo", adiantou, acrescentando que o movimento de subida está apenas a começar. No mês passado, Novogratz, que está a preparar o lançamento de um fundo de criptomoedas, já tinha adiantado que a bitcoin poderia superar a fasquia dos 10.000 dólares até ao final de 2017. Para o mesmo especialista, a ausência de resposta à procura dos investidores acentua os movimentos, naquilo que considera um sonho para os especuladores. Mas tal como as subidas são exageradas, também as descidas o serão. "Vai haver correcções de 50%." É caso para dizer, quanto maior é a subida, maior é a queda.

 

Jornalista

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