Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 04 de dezembro de 2017 às 20:19

Quase 100 biliões de razões para temer 2018 

2018 está à porta. E depois de um ano de máximos nas bolsas mundiais, multiplicam-se os alertas. Complacência, avaliações, política monetária.

São vários os motivos que justificam as preocupações dos bancos de investimento, ainda que a aposta dos especialistas continue a recair em activos de risco, sobretudo acções. Mas há um número que assusta: 98.750.067.000.000. É este o valor das capitalizações bolsistas globais no fecho de sexta-feira, com as bolsas mundiais a aproximarem-se da marca dos 100 biliões de dólares, segundo dados da Bloomberg. O mesmo artigo da agência de notícias alerta ainda que, além da aproximação desta barreira histórica, a negociação das acções tem sido acompanhada por uma quebra das oscilações, com a volatilidade accionista abaixo da registada pelas obrigações, algo inédito. Um conjunto de eventos aos quais se juntam ainda as "yields" em valores negativos, com alguns países a emitirem dívida com custos inferiores à taxa dos depósitos do Banco Central Europeu (BCE), que está actualmente em -0,4%. Tudo somado, apesar dos ganhos nos mercados, o ambiente de negociação é tudo menos "normal". Mas, pelo menos para já, a convicção dos especialistas é de que vale a pena correr o risco.

 

Jornalista 

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Água Ráz Há 1 semana

Pois os bancos de investimento estavam acostumados a derrubar as bolsas encherem a saca de acções a baixo preço e passados 3 meses as venderem em grande estilo ! Agora sabem que no dia em que as derrubarem eles serão os grandes perdedores e então vão aguentando a coisa sem provocar ondas

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