Fernando Ilharco
Fernando Ilharco 01 de fevereiro de 2018 às 20:33

Quem acredita em teorias da conspiração 

O estudo, que envolveu cerca de 4.000 pessoas, descobriu que quanto mais educadas as pessoas são, quanto mais e melhor é a sua formação, menos acreditam em teorias da conspiração.

Porque é que as teorias da conspiração, simplistas ou tendenciosas para tantos, são tão atractivas para outros? Por exemplo, algumas histórias conspirativas em que muita gente acredita: os norte-americanos nunca foram à Lua, nem eles nem ninguém - é elucidativo que a semana passada uma equipa de investigadores chineses, do Observatório de Yunnan, tenha "confirmado" que os astronautas norte-americanos foram à Lua… ; a princesa Diana de Inglaterra foi assassinada pela família real, pelos serviços secretos britânicos e por mais umas tantas figuras tenebrosas; Elvis Presley não morreu… vive no Hawai; por outro lado, Paul McCartney, dos Beatles, morreu há cinquenta anos… um sósia tomou o seu lugar; o 11 de Setembro foi obra dos serviços secretos americanos; o mundo é governado por seres algo reptilianos, que se alimentam de sangue humano, entre eles Barack Obama, a rainha Isabel de Inglaterra, Madonna; Trump?

 

Sem provas, nem grandes nem pequenas, há muito boa gente que acredita em teorias conspirativas ou em soluções simplistas do género "tudo se poderia facilmente resolver, se...". Entretanto, investigação recente, publicada na revista Applied Cognitive Psychology, confirmou o que há muito se suspeitava. Em geral, as pessoas mais educadas, com mais estudos e melhor formação escolar não acreditam em teorias da conspiração. O estudo refere que a diferença entre quem acredita e quem não acredita em teorias da conspiração está essencialmente na educação. O estudo, que envolveu cerca de 4.000 pessoas, descobriu que quanto mais educadas as pessoas são, quanto mais e melhor é a sua formação, menos acreditam em teorias da conspiração ou em soluções simplistas. Mais estudos geram um sentimento de maior controlo na vida. As pessoas sentem-se mais livres, menos desprotegidas e são mais capazes de analisar e desmontar argumentos falaciosos. Como se costuma dizer, a educação muda o mundo.

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