Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 16 de agosto de 2017 às 20:30

Quem tem medo da baixa volatilidade nas bolsas? 

A volatilidade é uma espécie de termómetro do nervosismo dos investidores. Quando os mercados vivem momentos de maior tensão, os índices tendem a registar maiores oscilações, com compras e vendas ao sabor do menor rumor.

Mas, se uma elevada volatilidade é motivo de preocupação, a situação contrária também não deixa de ser sinal de alerta. E é precisamente isso que está a acontecer actualmente, com a volatilidade em níveis muito baixos a fazer soar o alarme dos agentes do mercado. E, segundo a Bloomberg, têm razões para isso: a maioria das crises nos mercados foram seguidas a um período de aparente "acalmia", com baixos níveis de volatilidade. Um estudo sobre 40 bolhas de activos financeiros, citado pela agência noticiosa, mostra que em cerca de dois terços dos casos, a crise rebentou após "uma acalmia antes da tempestade". Ainda assim, os responsáveis pelo estudo argumentam que seguir a evolução do índice do medo, o Vix, para antecipar a formação de uma bolha pouco vale. O estudo conclui, porém, que não há evidência que maior volatilidade possa ser usada como um aviso prévio que se está a formar uma bolha. Ainda assim, é melhor estar atento aos sinais para não ser apanhado no meio de uma tempestade.

 

Jornalista

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