Fernando  Sobral
Fernando Sobral 11 de Outubro de 2016 às 09:45

Quem perdeu o debate? Certezas só depois da votação

Era o debate mais aguardado das presidenciais norte-americanas. Donald Trump depois dos seus comentários sobre as mulheres e Hillary Clinton depois de terem sido divulgadas as suas conversas com os banqueiros de Wall Street.


As de Trump tiveram mais impacto e levaram a uma crise nervosa no Partido Republicano. O resultado? Parece que isso pouco importa. Kevin Baker, no New York Times, escreve: "Sem dúvida Trump vai ser visto como se tendo saído melhor do que da última vez, e possivelmente como tendo vencido este debate, simplesmente por ter estado mais focado." Mas isso será na perspectiva dos analistas, porque, no resto, Baker acrescenta: "Donald Trump é o exemplo caminhante porque é uma má ideia deixar alguém levar a sua arma para um bar." No Globe and Mail, do Canadá, John Doyle dá a sua perspectiva: "O fenómeno Trump sempre pareceu um pouco diferente do episódio Sarah Palin, mas só um pouco. A mecânica que dinamizou a 'reality TV' baseia-se no princípio de que as pessoas comuns, com a sua falta de sofisticação, são americanos mais autênticos que os doutores/advogados/detectives de ficção e acabou por polir os políticos tradicionais que aparecem na televisão." E conclui: "O que os republicanos conseguiram com Trump foi a última e vital TV-realidade: o homem vulgar".

No conservador Weekly Standard, Jonathan V. Last, conclui: "Clinton foi terrível. Trump foi marginalmente pior. Mas o maior perdedor foi o Partido Republicano." Mesmo tendo em conta o início da reflexão: "Houve algo importante onde Trump 'ganhou' o debate: ele não implodiu. (…) Mentiu constantemente. E foi o primeiro candidato presidencial na História da república a prometer que, se fosse eleito, tentaria que a sua opositora fosse perseguida criminalmente." Como rescaldo do debate parece algo muito deprimente.


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