Camilo Lourenço
Camilo Lourenço 07 de Junho de 2012 às 23:30

Querem Eurobonds? É já !

Os alemães continuam os maus da fita. Ele é a austeridade, ele é o crescimento, ele é o trauma da hiper-inflação, ele são as pretensões de controlar a Europa... Uuufff!!!!!! Não haver mais acusações já é bom...
Os alemães continuam os maus da fita. Ele é a austeridade, ele é o crescimento, ele é o trauma da hiper-inflação, ele são as pretensões de controlar a Europa... Uuufff!!!!!! Não haver mais acusações já é bom...

A última "queixa", de que não querem Eurobonds, não é nova. Mas ganhou novos contornos com a crise espanhola. Vejamos: eles não querem mesmo as Eurobonds? Não queriam. Agora que perceberam que o "génio" (fim da União Monetária) saiu da lâmpada e não conseguem voltar a pô-lo lá dentro, evoluíram.

Se o resto da Europa tiver juízo pode aproveitar esta abertura respondendo à pergunta: em que condições aceitam os alemães as Eurobonds? Simples: depois de ratificado o tratado intergovernamental pelos 17 e depois de transferidas, para um Ministério das Finanças Europeu, as competências nacionais nas Finanças Públicas (os alemães também falam em reformas estruturais, mas isso não resolve o problema imediato do Euro).

É pedir muito? Não: se as decisões erradas de um país, por pequeno que seja, põem em causa a estabilidade financeira de toda a União, não é hora de centralizar políticas orçamentais? Até já se fez isso com a moeda...

Os alemães sabem que têm mais a ganhar com uma verdadeira federação monetária, orçamental e cada vez mais política do que com um "go it alone" (65% apoiam a integração europeia). Até porque já percebram que quando ficam sozinhos fazem "borrada". A única coisa que não querem é levar, sozinhos, os outros 16 às costas. Ora se aceitassem Eurobonds sem união orçamental (e sem união bancária, que implica supervisão centralizada), cairiam no mesmo erro em que caíram quando deixaram entrar a Grécia no Euro: tornarem-se reféns de irresponsáveis. E para parvos chega uma vez.



camilolourenco@gmail.com
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comentários mais recentes
inguias 12.06.2012

Não sou entendido no assunto mas o que tenho observado desde há várias décadas é que quando um país está em dificuldades a 1ª medida que toma é a desvalorização da moeda-é receita generalizada.Na Europa do euro, este foi criado para ter um valor equivalente ao dólar, neste momento tem umvalor de mais de 1,25 dolar. Não compreendo porque estando a moeda sobrevalorizada, estando a Europa em dificuldades não procede a uma acentuada desvalorização do euro-alguem me explica, é que a dúvida não é só minha.

m.f.de arede 11.06.2012

oi amigos estamos na desgraca de grande e longa duracao coitados dos europeus,veem mostrar ao resto mundo duas coisas..1.somos a civilizacao mais antiga
2 estamos de decandencia ou na incompetencia,pois conforme subimos vamos cair e so ler o principio de "peter""

Maria da Fonte 11.06.2012

Dou-lhe um exe. que demonstra que estas trupes do Sócrates,P.Coelho ou P.P. são todas iguais.
Ontem, 10 de Junho, fui à embaixada portuguesa comemorar o dia de Portugal. Fui só para ver se havia produtos portugueses.
A nossa embaixada promoveu:
Coca-cola, Whisky (Irlanda), queijos e vinhos franceses. Isto é só para lhe dizer, que em 7 anos que aqui estou, sempre foi assim. Eu acho que nem sequer deve ser o PP a preocupar-se com isto. Isto é cultural. Você já imaginou que estava meio mundo entre os convidados?
Todos queremos o bem de Portugal, só que uns pensam nisso e outros nem se lembram destes grandes pormenores, é cultural. Os espanhois, franceses e ingleses nunca se esquecem.

Maria da Fonte 11.06.2012

Os anglo-saxónicos dizem 100 biliões e nós dizemos 100.000 milhões. Enfim pormenores.
Se bem compreendeu a minha mensagem, ela pretendia desmentir a mentira que foi e que continua a ser vendida aos portugueses, de que, a dívida e tudo resto é culpa do Sócrates. Até mesmo... o aumento da nova dívida de há 1 ano para cá, claro...blá,blá,.
O meu partido chama-se Portugal.O Sr. afirma que também não tem partido. No entanto para defender as actuais politicas argumenta com a tal mentira.
Ora, o objectivo da mentira política, é pôr portugueses uns contra os outros, enquanto se distraem nesse combate esquecem os incompetentes que nos governam.

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