Rui Barroso
Rui Barroso 09 de fevereiro de 2017 às 20:21

"Ratings" de AAA estão em vias de extinção? 

São cada vez menos os países que conseguem "ratings" máximos. Na Fitch, por exemplo, em 2009, havia 16 soberanos com notação de AAA.

Actualmente, e apesar da entrada da Austrália no grupo em 2011, apenas 11 países gozam do estatuto de AAA. Desde 2003 que esta agência de "rating" não tinha tão poucos países com classificação máxima. E alguns dos anteriores AAA, como Espanha e Irlanda, estão agora bastantes níveis abaixo do topo. Entre os 11 resistentes estão a Austrália, a Alemanha, o Luxemburgo, os Países Baixos, a Noruega, a Suíça, os EUA, Singapura, o Canadá, a Dinamarca e a Suécia. E há apenas três que estão perto de chegar a esse grupo restrito (Áustria, Finlândia e Hong Kong). No entanto, a agência não indicia subidas destes "ratings" no médio prazo. Já os AAA são, por natureza, estáveis. Mas a Fitch aponta fraquezas em quatro deles. No Canadá, a tendência macroeconómica é negativa. Na Austrália, o maior ponto fraco são as contas externas. Nos Países Baixos e nos EUA, as finanças públicas são consideradas uma fraqueza. Dada a incerteza global, o impacto nas contas públicas americanas do expansionismo de Trump e o maior proteccionismo no mundo, o risco é que nos próximos anos os AAA estejam ainda mais ameaçados de extinção.

 

Jornalista

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