Rui Barroso
Rui Barroso 27 de agosto de 2017 às 20:15

Recompras de acções são sinal para desconfiar?

Os programas de recompras em massa de acções próprias pelas cotadas americanas têm sido um dos factores apontados para o longo "bull market" nos EUA.

Em seis anos, as empresas do S&P 500 gastaram qualquer coisa como 2,2 biliões de dólares na recompra de acções, uma forma de remunerar os accionistas e sustentar as cotações. Mas os analistas do Société Générale, citados pela Bloomberg, lançaram um aviso em relação às empresas que mais acções próprias compram. "As empresas que tipicamente recompram mais acções face ao seu valor de mercado tendem a ser acções de menor qualidade", consideram os analistas do banco francês. Referem que na maior parte das vezes, as cotadas avançam para estes programas porque os seus negócios são fracos e não fortes. Por isso recomendam aos investidores que aproveitem o efeito das recompras para venderem as posições nessas empresas. E, se no passado, esta táctica das cotadas convenceu os investidores, actualmente o mercado já não dá mostras de se deixar impressionar por estas operações. O índice que agrupa as empresas americanas que têm em curso programas de recompras de títulos sobe 5% desde o início do ano. Bem abaixo dos quase 9% ganhos, em 2017, pelo S&P 500.

 

Jornalista

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