Rui Barroso
Rui Barroso 01 de outubro de 2017 às 16:00

Ricos querem Google e  Facebook a gerir fortunas

É mais um sinal do poder das grandes empresas de tecnologia. Os milionários estão dispostos a contratar serviços de gestão de fortunas a empresas como a Google, o Facebook, a Amazon e a Alibaba, segundo um relatório anual da consultora Capgemini sobre a riqueza mundial.

"Medimos o interesse dos indivíduos de elevado património líquido [HNWI] em trabalhar com grandes empresas tecnológicas e descobrimos que os gestores de fortunas têm razões de preocupação", refere o estudo que se baseou numa sondagem feita junto de 2.500 pessoas com um património líquido de pelo menos um milhão de dólares.

Mais de 56% dos inquiridos disseram estar dispostos a trabalhar com empresas como o Facebook ou a Google se estas começassem a oferecer serviços de gestão financeira. Na CNBC, um dos responsáveis da Capgemini disse que "a dimensão dos dados que têm, a experiência social e a capacidade de combinar podem cumprir com as exigências dos HNWI para a qualidade da gestão de fortunas".

O manancial de informações pessoais de que estas empresas dispõem permitem detectar antecipadamente padrões e tendências de consumo, o que para os investidores é visto como ouro.

 

Jornalista

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mais votado O futuro da Gestão de Fortunas Há 3 semanas

Porquê o Google/Facebook na Gestão de Fortunas? Porque a acumulação de um patrimônio, a sua defesa e crescimento, dependem criticamente do grau de precisão das previsões no tocante às rendibilidades, volatilidades e inter-relações das alternativas de investimento que se oferecem. E tais fatores são mais precisos se estabelecidos por modelos matemáticos objetivos e isentos de enviesamentos humanos inultrapassáveis (por maior que seja a competência e experiência), desde que haja disponibilidade de séries de dados suficientemente longas para calibrar tais modelos, através de meios de inteligência artificial em que a superioridade do Google e Facebook são indiscutíveis. O problema é que, devido a frequentes mudanças estruturais nos Mercados, até que se acumulem dados para calibrar uma série, os Gestores Humanos são insubstituíveis porque, mesmo tendo-se a certeza que vão errar, do mal o menos, também se tem certeza que as consequências negativas serão inferiores à alternativa de nada fazer

comentários mais recentes
O futuro dos Gestores de Fortunas Há 3 semanas

A ascensão imparável da relevância da inteligência artificial na Gestão de Fortunas vai seguramente levar à desaparição de Gestores de Fortuna leigos ou debilmente preparados, com uma imagem fundada em um verniz de esoterismo e na transmissão de convicções com certezas que se sabe em boa verdade não poderem existirem. Ao invés vai levar à ascensão de um tipo de gestor profundamente competente, com um papel não só indispensável na construção dos modelos de inteligência artificial que passarão a ser usados, mas também e principalmente no suporte a um outro relevante domínio , e que neste campo da Gestão de Fortunas é dos que atualmente apresenta maiores potencialidades e melhor relação custo/benefício. Referimo-nos ao apoio ao detentor de património para estimar, o mais rigorosamente possível o seu nível de sensibilidade ao risco de forma a não pecar nem por falta nem por excesso de prudência na defesa do seu património e na tentativa de o fazer promissoramente crescer com segurança.

O futuro da Gestão de Fortunas Há 3 semanas

Porquê o Google/Facebook na Gestão de Fortunas? Porque a acumulação de um patrimônio, a sua defesa e crescimento, dependem criticamente do grau de precisão das previsões no tocante às rendibilidades, volatilidades e inter-relações das alternativas de investimento que se oferecem. E tais fatores são mais precisos se estabelecidos por modelos matemáticos objetivos e isentos de enviesamentos humanos inultrapassáveis (por maior que seja a competência e experiência), desde que haja disponibilidade de séries de dados suficientemente longas para calibrar tais modelos, através de meios de inteligência artificial em que a superioridade do Google e Facebook são indiscutíveis. O problema é que, devido a frequentes mudanças estruturais nos Mercados, até que se acumulem dados para calibrar uma série, os Gestores Humanos são insubstituíveis porque, mesmo tendo-se a certeza que vão errar, do mal o menos, também se tem certeza que as consequências negativas serão inferiores à alternativa de nada fazer