Fernando  Sobral
Fernando Sobral 27 de novembro de 2017 às 09:41

Schäuble e os "tweets", Trump e os aviões invisíveis

Estamos numa nova era. A política vive aos trambolhões entre o que era e o que ainda não sabe o que vai ser.
O novo presidente do Bundestag, Wolfgang Schäuble, disse aos deputados para não fazerem "tweets" ali e usarem moderadamente as redes sociais. "O uso de aparelhos para tirar fotos, fazer 'tweets' ou espalhar notícias sobre os procedimentos parlamentares é inapropriado e assim não desejado durante as reuniões do Bundestag", escreveu numa carta aos deputados. Os primeiros alvos são claros: os deputados da extrema-direita, do AfD, passam a vida a colocar fotos de cadeiras vazias de deputados de outros partidos no Bundestag. O que dá mau aspecto. Isto enquanto se continua sem perceber que Governo poderá surgir, ou não, após o colapso das negociações entre a CDU, os liberais e os Verdes. Fala-se agora que, sob os auspícios do presidente alemão, poderá haver um acordo entre a CDU e o SPD, algo que os sociais-democratas tinham recusado até agora. Mas parece que estão a voltar atrás. O secretário-geral do SPD, Hubertus Heil, disse: "O SPD está profundamente convencido de que deve haver conversações. O SPD não se recusa a falar." A porta parece estar aberta, apesar de tudo o que tinha dito Martin Schulz. Mas, por exemplo, no Spectator, William Cook escreve: "Agora não se trata da questão se Merkel vai embora, mas de quando." Ver-se-á.

Nos EUA, Donald Trump está mais interessado em aviões invisíveis. Num encontro com militares mostrou que estava empolgado: "Posso dizer-vos que vocês encomendaram muitos aviões, em particular o F-35 que é quase como um avião invisível. (…) Perguntei-lhes as suas capacidades e eles disseram que 'não o pode ver'. E num combate?, perguntei. Num combate, como aqueles que vejo nos filmes? Num combate, eles estão a combater. Quanto bom é ele? E eles responderam: bem, ele ganha sempre porque o inimigo não vê. Mesmo se estiver muito perto, não o vêem. Eu disse que isso ajudava. É uma boa coisa." 


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