Fernando  Sobral
Fernando Sobral 16 de janeiro de 2017 às 10:05

Sexo, mentiras e vídeo. Os russos, Trump e os serviços secretos

Smiley poderia ser chamado para resolver este caso. Um antigo espião do MI6 passou ao senador John McCain "provas" de um envolvimento russo para eleger Donald Trump.

McCain passou o documento aos serviços secretos americanos, segundo parece. Obama agradeceu, porque fez tudo para minar qualquer futura aproximação entre americanos e russos. Trump ficou no meio. Onde está a verdade e a mentira? Talvez nunca venhamos a saber. No Independent, Mary Dejevsky escreve: "Eu não percebo porque é que Trump necessitaria de um estímulo para seguir uma política que faz todo o sentido. Melhores relações EUA-Rússia poderiam não apenas desactivar muitas outras tensões, mas promover uma frente única contra o Daesh e outras ameaças." Mas Barack Obama sempre fez da tensão com a Rússia a sua política externa e Hillary iria ainda aumentá-la. Assim está minado o caminho que Trump queria seguir.

No Daily Telegrah, Fraser Nelson opina sobre se Trump visitar a Grã-Bretanha o que é que se pode dizer à rainha sobre o que ele gosta de falar? De dinheiro. E diz mais: "De mulheres: ele 'ama-as' tanto que comprou o concurso de Miss Universo. E do dossiê do antigo agente do MI6 sobre Trump, as prostitutas russas, o vídeo e o hotel de Moscovo." Mas em que é que Isabel poderia acreditar? "A primeira regra da era Trump é que nada é tão estranho que não se possa tornar ainda mais estranho." Já no Guardian, Eric Swalwell acrescenta: "A nossa democracia foi atacada na eleição presidencial de 2016. Agora cabe aos líderes nomear quem foi responsável, descobrir porque estamos tão vulneráveis e juntar-se - como democratas e republicanos - para mostrar que faremos tudo o que pudermos para caminhar com segurança para o futuro. (…) O ataque foi electrónico, quase invisível." Ou seja, o caldo está entornado. Só resta saber o que é verdade. E o que é mentira.


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