Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 11 de julho de 2017 às 21:43

Super Mario está mais poderoso que nunca

Uma palavra de Mario Draghi basta para influenciar os mercados. A necessidade do presidente do Banco Central Europeu (BCE) medir as suas palavras é tal que Draghi já teve que, por mais que uma vez, vir explicar-se, após ter sido mal interpretado pelos investidores.

A última ocasião em que isso aconteceu foi no Fórum do BCE, em Sintra, quando o presidente do BCE referiu que as forças que mantêm a inflação pressionada são "temporárias". Foi quanto bastou para que os investidores assumissem esta palavra como um pré-aviso para uma mudança na política monetária do BCE. E é por tudo isto que os grandes bancos de investimento mundiais dizem que o BCE é o banco central dos bancos centrais, com o título de Super Mario - título que ganhou com as medidas menos convencionais adoptadas pelo BCE - a assumir uma importância renovada. Para a BlackRock, a maior gestora do mundo, a palavra de Draghi tem actualmente mais peso que a de Janet Yellen, a presidente da Reserva Federal dos EUA. Já a gestora do Goldman Sachs aponta o líder da instituição monetária europeia como o responsável pela correcção dos preços das obrigações. E, quando se começa a falar de perda de poderes, parece que o Super Mario ainda está longe do "game over".

 

Jornalista 

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