Raquel Godinho
Raquel Godinho 30 de janeiro de 2018 às 21:05

Todos querem aproveitar a euforia das acções 

Há muito que as acções norte-americanas vivem um período de ganhos. No ano passado e também agora no arranque de 2018, os três principais índices têm batido máximos históricos sucessivos.

E mantém-se o optimismo da generalidade dos bancos de investimento. Além disso, este contexto favorável tem sido aproveitado por muitas empresas para dispersar o seu capital em bolsa. De acordo com os dados da Dealogic citados pelo Financial Times, as operações públicas iniciais (IPO, na sigla anglo-saxónica) ascenderam a oito mil milhões de dólares (6,46 mil milhões de euros), desde o início do ano. Trata-se do valor mais elevado desde que estes dados começaram a ser recolhidos em 1995. No global, foram 17 as empresas que se estrearam na bolsa americana, um máximo desde 1996. E este acelerar nos IPO acontece num mês que é tipicamente marcado por um abrandar da actividade. Além do maior optimismo nos mercados accionistas, também a reforma fiscal nos Estados Unidos tem ajudado as empresas a dar o passo em frente. E outras podem fazê-lo nos próximos meses, como é o caso da Dropbox e da Spotify. O primeiro mês do ano tem trazido sinais positivos para os mercados e para os investidores. Sinais de que os próximos 11 meses terão de manter.

 

Jornalista

pub