Raquel Godinho
Raquel Godinho 07 de novembro de 2017 às 19:59

Todos temem o crescimento das moedas virtuais

As moedas virtuais estão cada vez mais na ordem do dia. Não há um só dia em que não sejam noticiadas as variações expressivas destas moedas ou a posição de vários especialistas sobre este tema.

A euforia tem sido grande, ao longo dos últimos meses. E reflexo disso é que têm aumentado as ofertas iniciais de moeda (ICO, na sigla em inglês). Estas são operações de financiamento de empresas que actuam na área do "blockchain" e, ao contrário das ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) de acções, que não são reguladas.

Só este ano, foram angariados 3,2 mil milhões de dólares (2,76 mil milhões de euros) neste tipo de operações. Já os IPO ascenderam a 126,9 mil milhões de dólares, no mesmo período, de acordo com os dados citados pela Reuters. A diferença ainda é expressiva, mas o número de ICO tem vindo a aumentar. E, perante esta realidade, o vice-chairman do Nasdaq veio dizer que os mercados Nasdaq ainda são o melhor local para as companhias dispersarem capital.

Em declarações à CNBC, no Web Summit que decorre esta semana em Lisboa, Bruce Aust justificou esta posição frisando que os ICO "são muito jovens" e ainda não são regulados. Novas afirmações que visam travar o crescimento acelerado das moedas virtuais que todos parecem temer.

 

Jornalista

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