Fernando  Sobral
Fernando Sobral 26 de janeiro de 2017 às 09:41

Trump, a economia americana, a China e a Europa

Donald Trump continua a monopolizar as atenções de todo o mundo. As suas sessões de autógrafos, prometendo empregos, estão a fazer furor.

Thomas L. Friedman, no New York Times, escreve: "Onde Trump está enganado é na necessidade de lutar por um melhor acordo comercial de longo termo com a China. Tenho medo desta táctica belicosa. Eu negociaria com a China em segredo total. Deixem que todos salvem a face. Se ele esmaga a China com a 'América Primeiro', a China vai esmagá-lo com a ' China Primeiro' e brevemente teremos uma bela e velha guerra comercial (...). O que Trump não vê é que enquanto esta política lhe vai trazer algumas manchetes com empregos de curta duração, no longo prazo os CEO podem não preferir construir a sua próxima fábrica na América precisamente porque não querem ficar reféns das chicotadas de Trump no Twitter. Eles também poderão substituir mais trabalhadores por robôs, porque Trump não vê ou não se queixou sobre isso."

James Forsyth, no Spectator, olha para a perspectiva europeia: "As preocupações alemãs com Trump são várias. Primeiro, Trump está a reverter 60 anos de apoio americano à integração europeia. Às vezes soa como se desejasse que a UE se fragmentasse, o que é preocupante para a Alemanha. A Alemanha tem quase 60 mil milhões de dólares de excedente comercial com os EUA no último ano. Para se juntar às preocupações alemãs, alguns membros da equipa de Trump vêem o euro como uma forma de manipulação da moeda por parte dos alemães." No turco Hurriyet, Serkan Demirtas analisa: "Ao contrário dos seus predecessores, mesmo republicanos, Trump evitou falar de valores universais como democracia, direitos humanos e liberdades fundamentais no seu primeiro discurso como Presidente, sugerindo que esses princípios deixarão de ser componentes da política externa dos EUA."


A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
RFL 26.01.2017

Oh pa nao digas NADA...ta calado...o NY Times é um jornal falido e sem isencao...e o Trump estara rodeado de BURROS ? e voces comentadores de meia tijela é que sabem TUDO ? esta Europa e Portugal nao teem legitimidade nenhuma para criticar DT pois sao um FIASCO total em todos os aspectos...

Saber mais e Alertas
pub