Fernando  Sobral
Fernando Sobral 13 de Dezembro de 2016 às 09:41

Trump continua a ser um enigma. Mesmo para os empresários

Os resultados das eleições americanas continuam a enervar muitos comentadores. E os empresários continuam também sem perceber muito bem a estratégia de Trump.

E há empresas que parecem estar na mira do próximo Presidente: é o caso da Amazon, da Ford e da Apple. Paul Krugman, no New York Times, ainda pensa nas eleições: "Esta foi uma eleição envenenada." E acrescenta: "E quando esta administração começa a tratar as críticas como antipatrióticas, a resposta deve ser: devem estar a brincar. Trump é, segundo todas as indicações, o candidato da Sibéria, instalado com a ajuda e com a diferencial atitude face a uma potência estrangeira hostil. E são os seus críticos os que têm falta de patriotismo?" Os ânimos estão exaltados.

No Washington Post, Robert J. Samuelson analisa a questão dos cortes: "Qualquer jornalista que tenha escrito sobre o orçamento federal sabe que há uma solução infalível para cada problema. É chamada 'fraude, desperdício e abuso'. Queres acabar com os défices do orçamento? Basta eliminar toda a 'fraude, desperdício e abuso' num orçamento de quatro triliões. Atacar a fraude e o desperdício é virtuoso e dispensa o árduo trabalho político de fazer escolhas impopulares. É uma fantasia, é claro." No Weekly Standard, Irwin M. Stelzer, sob o título "Trump the Caudillo", refere que: "Vai haver um novo xerife na cidade ou, como disse um empresário: agora temos de planear para o primeiro punho no céu. Trump transformou o que Theodore Roosevelt chamava o 'púlpito intimidatório' - a plataforma providenciada pela Presidência - num púlpito intimidatório e acusou a Boeing de fazer 'um número' e inflacionar a nova geração do Air Force One. 'Cancelem a ordem', disse. E em minutos cerca de um trilião de dólares desapareceu do valor de mercado da empresa porque os investidores correram a desfazer-se das acções, que desde então recuperaram." Ou seja, o nervosismo é total.


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