Fernando  Sobral
Fernando Sobral 16 de outubro de 2017 às 09:31

Trump, o comércio com o Canadá, Porto Rico e Che Guevara

Donald Trump parece estar mais próximo de fazer um acordo comercial com o Canadá. Mas isso exclui o México. Países que, depois da China, são os maiores parceiros comerciais dos EUA.
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, um pragmático, acredita nisso. Pela frente tem as exigências demolidoras de Washington, a que se juntam as taxas que os EUA querem impor ao fabricante de aviões Bombardier, que tornarão inviável vender produtos desta em solo americano. Há outras frentes de batalha: os EUA vão sair da UNESCO, o que mostra o pensamento existente em Washington. E Trump, sobre a tragédia de Porto Rico, diz que "a ajuda tem limites". Isso levou a presidente da Câmara de San Juan, Carmen Yulín Cruz, a dizer: "Enquanto você (Trump) se está a divertir, atirando-nos com papel higiénico, os seus compatriotas e o mundo estão a enviar-nos amor e ajuda." Enquanto isso fala-se no que poderá acontecer quando Trump for à Grã-Bretanha, a convite de Theresa May. No Guardian, Owen Jones escreve: "O governo de May é fraco. A última coisa que quer ou necessita é de protestos nas ruas. Assim que Trump tocar o solo britânico, é isso que acontecerá. A escolha é sua. O maior carnaval contra o ódio neste país está à espera."

No El País/Brasil, Juan Arias recorda Che Guevara com uma história curiosa: "Che Guevara tinha 29 anos quando, de passagem por Roma, em 27 de Agosto de 1959, da cidade sagrada só quis visitar a Capela Sistina. 'Quando chegou, ele se deitou no chão para ver melhor os afrescos de Michelangelo', me contou, em sua casa em Roma, o romancista asturiano Luis Amado Blanco, que foi o lendário embaixador de Cuba junto à Santa Sé. O que me impressionou do embaixador quando me contou sobre a visita do comandante Che Guevara à Capela Sistina foi a surpresa que ele mesmo teve diante da insistência do jovem comandante de não querer ver mais nada em Roma, assim como as horas que passou imóvel contemplando os afrescos hoje totalmente restaurados." 

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