Fernando  Sobral
Fernando Sobral 11 de outubro de 2017 às 09:35

Trump, um Nobel sobre o comportamento e a Monarch

Os negócios fazem-se a partir de um conceito de segurança. Os comportamentos das pessoas não são matemáticos. As companhias aéreas têm de se confrontar com vicissitudes. São verdades dos nossos dias.

Sobre o primeiro tema, William Hague, no Daily Telegraph, diz que: "Se Trump romper o acordo com o Irão, outros países nunca mais confiarão nos EUA." Isto depois de o secretário de Estado, Rex Tillerson, antigo CEO da Exxon Mobil, ter dito que existiam linhas de comunicação com a Coreia do Norte, o que permitiria alguma conversa com o regime de Kim Jong-un. Mas Trump encarregou-se de enterrar tudo isso com os seus habituais "tweets", afundando o seu responsável pelas relações exteriores. Típico do homem que governa Washington. Tillerson entretanto negou que alguma vez tivesse chamado a Trump "morcão". Hague escreve mais: "É um erro sério Trump minar o seu próprio secretário de Estado e afastar qualquer possibilidade de um acordo para a crise com a Coreia do Norte." Palavras sensatas do antigo ministro britânico.

Noutra vertente David Brooks, no New York Times, saúda o Nobel da Economia: "Richard Thaler ganhou merecidamente o Nobel da Economia. Thaler observou bem que as pessoas nem sempre actuam de forma racional e mostrou as formas como somos sistematicamente irracionais. Antes de Thaler, os economistas acreditavam que era bom seguir a ideia de que as pessoas eram racionais. Agora, graças à revolução da economia comportamental que iniciou, muitos perceberam que isso não chega." Já James Moore, no Independent, fala da Monarch: "O que o terrorismo fez ao turismo na margem norte-africana do Mediterrâneo onde a Monarch tinha um nicho, forçou-a a ir para um mercado repleto e ultracompetitivo na Europa, dominado por rivais maiores. Sobreviver nele seria difícil no melhor dos tempos. O Brexit tornou-o impossível. As receitas da Monarch eram geradas por uma libra baixa. O crescimento substancial dos seus custos foram feitos em dólares (fuel) e euros (licenças de aterragem)".
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