Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 16 de julho de 2017 às 19:15

UBS ensina profissionais a vender a mulheres

O mundo financeiro é maioritariamente dominado por homens. Mas, as mulheres estão a ganhar peso nesta área, com cada vez mais mulheres a assumirem as rédeas dos seus investimentos.

E o UBS não quer perder oportunidades. Por isso, está a ensinar os seus funcionários, quase todos do sexo masculino, a falar com mulheres ricas sobre o seu dinheiro. O treino de comunicação com potenciais clientes femininas faz parte de um programa desenvolvido pelo banco de investimento suíço e que tem como objectivo gerar "dezenas de milhões de milhões" de dólares com o aumento das receitas nos próximos cinco anos, um crescimento suportado pelo maior número de clientes femininas. Citada pelo site Financial News, Mara Harvey, directora-geral do UBS Wealth Management, explicou que na formação estão a ser dados "pontos de conversa muito pragmáticos" para melhorar as conversações com as clientes femininas. Assim, as conversas devem ser, por exemplo, focadas em objectivos de investimento e não em produtos. Uma preparação que pode render muito dinheiro ao UBS, mas que poderia ser desnecessária se não houvesse uma discrepância tão significativa entre homens e mulheres no mundo financeiro.

 

Jornalista 

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comentários mais recentes
PadeiraAljubarrota 17.07.2017

A estratégia da UBS para vender investimentos às mulheres – vender objetivos de investimentos mais do que vender produtos – deveria ser generalizada a todos os investidores, mulheres ou homens. Os investimentos não deveriam ser prioritariamente um meio para os bancos ganharem comissões e um fim em si mesmo. São, isso sim, um meio de concretizar determinados objetivos (segurança face a imprevistos, apoio à reforma, à educação dos filhos e ao seu lançamento na vida, concretização de grandes sonhos ect) e é em função desses objetivos que as aparentes propostas de valor dos bancos deveriam ser analisadas. Infelizmente ainda não é (regra geral) assim em Portugal e será tal uma das causas pela qual a atividade da gestão de ativos em Portugal ainda fica muito aquém do que se faz lá fora não fornecendo o estimulo que poderia e deveria proporcionar ao aumento da taxa de poupança, num país que hoje na Europa é dos que menos poupa mas que mais dívida pública e privada proporcionalmente tem.

Anónimo 17.07.2017

Em termos de valor criado para os investidores, é positiva a importância cada vez maior dadas às mulheres no mundo dos investimentos, seja como investidoras seja como gestoras. Nem sempre foi assim: até há bem pouco o sucesso nos investimentos era típico de “homens de barba dura”, arrojados e hiperativos. Hoje, havendo exceções, quem ganha mais são os que perdem menos para os intermediários, e os que apenas são ativos na estrita medida do necessário. E em tais aspetos, regra geral, as mulheres são melhores que os homens e ganham mais, ou melhor, perdem menos em mercados cada vez menos imperfeitos e cada vez mais competitivos, em que jogar prudentemente à defesa é preferível a jogar arrojadamente ao ataque. Mas atenção: a situação pode mudar a qualquer momento e jogar em contra ataques vigorosos e oportunos, continua a proporcionar, em alguns casos, excelentes resultados.