Fernando Ilharco
Fernando Ilharco 12 de outubro de 2017 às 19:13

Um bom adversário

Se quer ser melhor profissional, que a sua empresa cresça mais, que inove e ganhe quota de mercado, então, arranje um bom adversário ou alguém que queira impressionar. "Continuo a imaginar que escrevo para dois amigos que quero impressionar", comentou Jo Nesbo, autor de best-sellers policiais nórdicos.

A rivalidade e a competição intensa ajudam muitos profissionais, individual e colectivamente, a tornarem-se melhores. Veja-se, por exemplo, os casos Barcelona vs. Real Madrid ou Ronaldo vs. Messi, no futebol; ou Coca-Cola vs. Pepsi, Airbus vs. Boeing, McDonalds vs. Burger King, nos negócios; Kasparov vs. Deep Blue no xadrez; Prost vs. Senna, ou Hunt vs. Lauda, na fórmula 1. No filme "Rush", que narra esta última rivalidade histórica, numa cena em que Nikki Lauda está no hospital, na sequência do acidente no grande prémio do Japão, que o deixou às portas da morte, já em recuperação e vendo as transmissões televisivas das corridas, onde James Hunt vai ganhando, ele sente-me em baixo, revoltado e diz mal de tudo. O médico diz-lhe então: "Não diga mal das coisas, nem de James Hunt; possivelmente, foi por causa dele que chegou onde chegou; podia ter morrido, mas a sua vontade de voltar, de ganhar e mostrar que é o melhor pode bem ter-lhe salvo a vida."

 

Um dia na capital espanhola, quando o Real Madrid de José Mourinho se preparava para ser campeão de Espanha, perguntaram ao treinador português: "Para ser campeão é preciso estar sempre em polémicas, em guerras, é preciso ter sempre um inimigo?" Ao que Mourinho respondeu: "Ser preciso não é; mais é mais fácil."

 

Numa competição intensa, com um adversário forte e ambicioso, é mais fácil ir mais longe.

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