Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 13 de março de 2017 às 20:09

Um ganho demasiado snap? 

A estreia da Snap, dona do Snapchat, na bolsa de Nova Iorque agitou os mercados, com os investidores sedentos por novas empresas em bolsa.

Mas, a grande euforia que acompanhou a maior oferta pública inicial (IPO, sigla em inglês) nos mercados accionistas desde 2014 - as acções dispararam 40% na estreia - rapidamente esmoreceu. Após as duas primeiras sessões em bolsa de valorizações, 44% na primeira e 10% na segunda, as acções apenas apreciaram um dia num total de seis sessões. Um balanço claramente negativo para a nova cotada. É que apesar de ainda acumular uma subida de 26% face aos 17 dólares a que foram vendidos os títulos na operação, a companhia regista uma desvalorização de 20,5% nos últimos seis dias. As dúvidas em relação à capacidade de a empresa rentabilizar o seu negócio e a tomada de posições a descoberto por parte de especuladores, que detinham participações equivalentes a mais de 7% do capital da Snap, têm determinado as descidas da companhia. Isto, associado à eventual tomada de mais-valias, após a escalada na estreia em bolsa, formam um "cocktail" perfeito que está a pressionar. A manter-se o ritmo de quedas, a subida instantânea da Snap depressa vai passar à História.

 

Jornalista 

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