Ulisses Pereira
Ulisses Pereira 06 de fevereiro de 2017 às 10:11

Um novo BCP, um velho gráfico

Estou há muito tempo pessimista em relação ao BCP. A única razão é pela clara tendência descendente de um gráfico que não mente.
Nos últimos meses, os meus artigos sobre BCP têm abordado decisões da empresa como o aumento de capital ou o "reverse stock split". Explicar as operações e comentar as vantagens e desvantagens das mesmas tem sido o meu objectivo e tenho omitido aquilo que me faz estar pessimista no BCP há muito tempo - a análise técnica.

Se não gosta de análise técnica ou acredita que isso é tema de bruxaria ou crenças divinas, mude de página. Este vai ser um artigo puro e duro de análise técnica, sem falar das questões da vida da empresa. Como sempre, são os gráficos que ditam a minha opinião sobre o mercado.

Estou há muito tempo pessimista em relação ao BCP. Não pelas questões financeiras, pelas questões dos CoCos ou algo do género. A única razão é pela clara tendência descendente de um gráfico que não mente, não faz promessas e não esconde a fragilidade da acção. Há mais de 2 anos que o BCP não dá um único sinal técnico de força relevante que faça colocar dúvidas no domínio dos ursos. E é por isso que, para mim, tem sido tão fácil e coerente manter-me pessimista na acção mesmo que - ao longo deste período - muitos me tenham dito que era insensato estar pessimista numa acção que quase valia zero. Esqueceram-se que as acções podem sempre cair muito mais do que nós podemos imaginar.

E que sinais de força são esses que seriam importante vermos? Em termos de curto prazo, a ruptura da zona de resistência entre os 0,18 e os 0,19. Esse seria o primeiro sinal de força. Mas, em termos de médio prazo, a ruptura da resistência dos 0,23/0,235 seria um sinal de força demasiado importante para eu manter este bolorento fato de urso vestido.

Os touros falam numa nova vida do BCP depois deste aumento de capital e do pagamento dos CoCos. Mas a grande vitória dos touros será a quebra daquelas resistências. Enquanto isso não suceder, continuará a ser apenas conversa que não trava a queda das acções. 

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