Pedro Fontes Falcão
Pedro Fontes Falcão 17 de outubro de 2017 às 20:15

Uma Ordem em ordem

Decorreu, na semana passada, o Congresso Nacional dos Economistas organizado pela Ordem dos Economistas. Teve um programa muito interessante, com um leque de bons oradores, e que abordou temáticas atuais e relevantes, com a presença de figuras políticas de topo.

Um tema foi a Catalunha, de que resultou a ideia que parece pouco viável uma real independência, mas havendo alguma "separação" da Catalunha isso tornará Portugal no terceiro da Península Ibérica. Eu acrescento que será mais uma dificuldade para Portugal se tiver de negociar também com a Catalunha (além de com Espanha), a interligação de Portugal com França (e a Europa) a nível energético e ferroviário.

 

Outro tema foi a globalização, e uma mensagem-chave foi de empenho para a União Europeia se posicionar como líder mundial em várias áreas da globalização, tendo em conta a perda de interesse dos EUA com o seu crescente protecionismo.

 

O tema das ordens profissionais foi muito debatido aquando da vinda da troika, em que o programa de ajustamento incluía a necessidade da revisão dos requisitos ligados às profissões reguladas, com a troika a defender a eliminação de restrições, na sua opinião injustificadas a estas profissões.

 

Claramente não era o caso da Ordem dos Economistas, que tem tido um papel muito importante, procurando não limitar o acesso à atividade, mas dar prestígio à mesma, através de um apoio em áreas técnicas e na função ética e social da atividade, que é essencial para um Portugal mais desenvolvido e próspero, mas também justo e com menos desigualdades.

 

O bastonário Dr. Rui Leão Martinho tem feito um trabalho muito positivo, em conjunto com a sua equipa, num cargo não remunerado, o que ainda o torna mais louvável.

 

Era bom que houvesse mais casos como o do atual bastonário da Ordem dos Economistas. Obrigado, Rui!

 

Gestor e docente convidado do ISCTE-IUL

 

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

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