Rui Barroso
Rui Barroso 07 de agosto de 2017 às 20:50

Volatilidade precisa-se, dizem as contas dos grandes bancos

Para os investidores de longo prazo e mais conservadores, a baixa volatilidade até pode ser uma forma tranquila de navegar os mercados.

Mas para os bancos de investimento, a baixa volatilidade acaba por ser uma dor de cabeça do lado das receitas. No segundo trimestre, os lucros antes de impostos dos grandes bancos de investimento europeus foram de 12.500 milhões de dólares. Menos 13% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Moody's. A agência explica esta quebra com a menor volatilidade. É que no segundo trimestre do ano passado, os mercados estiveram com os nervos à flor da pele por causa do Brexit. Mas este ano, "a baixa volatilidade do mercado no segundo trimestre resultou em condições operacionais difíceis comparando com o mesmo período do ano passado", observou Andrea Usai, analista da agência. As águas calmas dos mercados não deram grande embalagem aos resultados dos bancos. Apesar disso, segundo a Moody's, as reservas de liquidez estão fortes e permitem lidar com choques inesperados. Um sinal de que os grandes bancos esperam, e desesperam, por um mercado mais nervoso. Isto numa altura em que nos EUA a volatilidade está em mínimos de 50 anos.

 

Jornalista

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