20:12 | Daniel Gros
Daniel Gros : A ameaça russa fica sem combustível
Para a Europa, o evento que marcou o ano de 2014 foi a anexação da Crimeia pela Rússia e a intervenção militar na região de Donbas no Leste da Ucrânia. As acções do Kremlin desafiaram directamente os princípios fundamentais que têm norteado a Europa ao longo das últimas seis décadas, particularmente a renúncia ao uso da força para alterar as fronteiras nacionais. Contudo, a Rússia não está em condições de sustentar a sua política externa agressiva.
27 de Janeiro | Justine Doody
Justine Doody  : Procuram-se empregos europeus
Quando a União Europeia (UE) organizou a sua primeira cimeira sobre crescimento e emprego em 1997, o desemprego situava-se nos 11%. No Outono passado, decorreu outra e não parecia que tivesse mudado muito. O desemprego na Zona Euro era de 11,5% - acima do mínimo de 6,8% no primeiro trimestre de 2008.
27 de Janeiro | Brahma Chellaney
Brahma Chellaney : A Ásia Oriental atada ao seu passado
Há muito que as relações diplomáticas na Ásia Oriental estão reféns da história. Mas o "problema histórico" da região tem sido intensificado ultimamente, com o crescente nacionalismo de importantes actores regionais como a China, Japão e Coreia do Sul a alimentar disputas por temas muito variados, desde territoriais e dos recursos naturais, até questões de monumentos de guerra e livros de texto escolares. Podem os países da Ásia Oriental superar o seu passado de conflitos e forjar um futuro comum que beneficie a todos?
26 de Janeiro | Jeffrey D. Sachs
Jeffrey D. Sachs : A guerra com o Islão radical
O primeiro-ministro francês Manuel Valls não estava a falar de forma metafórica quando disse que França está em guerra com o Islão radical. Há, de facto, uma guerra de pleno direito em andamento, e os hediondos ataques terroristas em Paris fazem parte dela. No entanto, como a maioria das guerras, esta não está relacionada apenas com religião, fanatismo e ideologia. Tem a ver também com geopolítica, e é na geopolítica que reside a sua solução definitiva.
26 de Janeiro | Robert Shiller
Robert Shiller : Para que servem os economistas?
Desde a crise financeira mundial e da recessão de 2007-2009, as críticas à profissão de economista intensificaram-se. O falhanço da maioria dos economistas em prever estes episódios – cujas repercussões ainda subsistem – levou muitos a questionarem se a profissão de economista contribui com algo significativo para a sociedade. Se não são capazes de antecipar algo tão importante para o bem-estar das pessoas, o que fazem de bom?
26 de Janeiro | Zhang Monan
Zhang Monan : A próxima economia chinesa
Depois de mais de trinta anos de crescimento extraordinário, a economia chinesa está a mudar para um modelo de crescimento mais convencional – e um difícil reequilíbrio está a caminho, afectando quase todos os aspectos da economia.
22 de Janeiro | Gareth Evans
Gareth Evans : Resoluções de Ano Novo da Ásia Oriental
Se a Terceira Guerra Mundial alguma vez acontecer, as suas origens não estarão no Médio Oriente, Sul da Ásia, ou na Europa de Leste. É na Ásia Oriental - onde os interesses estratégicos da China, Estados Unidos, e seus respectivos parceiros se cruzam - que os riscos geopolíticos, tensões diplomáticas, e potencial para uma explosão mundial são mais elevados.
22 de Janeiro | Anatole Kaletsky
Anatole Kaletsky  : Um novo tecto para os preços do petróleo
Se há um número que determina o destino da economia mundial, esse número é o preço do barril de petróleo. Todas as recessões globais desde 1970 foram precedidas por, no mínimo, uma duplicação do preço do petróleo e sempre que o preço do petróleo caiu para metade e manteve-se baixo por mais ou menos seis meses seguiu-se uma aceleração do crescimento global.
21 de Janeiro | Lucy P. Marcus
Lucy P. Marcus : Preparar-se para o desconhecido imprevisto
Vivemos tempos perigosos. Quando achamos que temos tudo em ordem, acontece algo que nos tira o chão que pisamos. Acções e momentos estão muitas vezes interligados e o que acontece num nível - afectando indivíduos, Estados, sectores económicos e empresas de todos os tamanhos - poderá ter repercussões noutros.
21 de Janeiro | Jean Pisani-Ferry
Jean Pisani-Ferry : Ajudar o BCE a atravessar o Rubicão
Espera-se que as autoridades monetárias da Zona Euro façam história na próxima reunião do Banco Central Europeu (BCE) a 22 de Janeiro. Os observadores antecipam que o presidente do BCE, Mario Draghi, e os seus colegas vão finalmente atravessar o Rubicão e anunciar o lançamento de um programa de flexibilização quantitativa (QE) de grande escala - por outras palavras, a compra de um grande volume de títulos de dívida soberana. Embora o BCE tenha resistido ao QE por mais de cinco anos, mesmo com outros bancos centrais a adoptarem-no, Benoît Coeuré, membro do Conselho Executivo, já lhe chamou "opção de base".
15 de Janeiro | Kenneth Rogoff
Kenneth Rogoff : Os banqueiros centrais, essas celebridades
Por que razão é que os comentários dos banqueiros centrais das principais economias do mundo captam uma atenção desmesurada nos dias que correm? Não é que estejam a mexer a toda a hora nas taxas de juro. Nem é que tenham desenvolvido novos modelos, mais robustos, de análise económica. Pelo contrário: as projecções para o crescimento e para a inflação feitas pelos principais bancos centrais nos anos que sucederam à crise financeira têm sido consistentemente sobrestimadas – e por largas margens.
14 de Janeiro | Andrew Sheng
Andrew Sheng  : A manobra reformista de Xi
Quando Deng Xiaoping iniciou as reformas orientadas para o mercado há 35 anos, Deng – e o Partido Comunista Chinês (PCC) – assumiram o maior risco político desde a fundação da República Popular em 1949. Quando Xi Jinping revelou a sua agenda de reformas no terceiro plenário do 18º Congresso do PCC, assumiu igualmente um elevado risco. Será que esta estratégia vai compensar?
14 de Janeiro | Simon Johnson
Simon Johnson  : Desmantelar o Citigroup
A campanha presidencial nos Estados Unidos já está encaminhada. As eleições não vão acontecer até Novembro de 2016, e muito poucos candidatos se lançaram formalmente na corrida, mas a competição para promover e desenvolver ideias - tanto à porta fechada como publicamente – já está em marcha.
13 de Janeiro | Martin Feldstein
Martin  Feldstein : Obama e a sua passagem pela Índia
A vigorosa política externa do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, nos sete meses decorridos desde que assumiu funções, tem surpreendido os observadores. Após convidar os líderes do Paquistão e de outros países vizinhos para a sua tomada de posse, embarcou em viagens até à China, Austrália e Estados Unidos.
13 de Janeiro | Nouriel Roubini
Nouriel Roubini : Que futuro para os trabalhadores?
Os inovadores e CEO da área tecnológica têm parecido bastante optimistas em relação ao que o futuro lhes reserva. As novas tecnologias de fabrico geraram um entusiasmo febril em torno do que é por muitos considerado como a Terceira Revolução Industrial.
13 de Janeiro | Harold James
Harold James : As consequências globais do isolamento da Rússia
A actual crise da Rússia, particularmente o colapso do rublo, revela não só a fragilidade da economia russa, mas também da actual ordem internacional e das fundações do pensamento moderno acerca da sustentabilidade económica e política. De facto, a crise russa nunca era suposto ter acontecido – e o seu crescente isolamento dá-lhe uma pequena margem nos mecanismos globais de governação existentes.
economistas Em colaboração com Project Syndicate
  • Para a Europa, o evento que marcou o ano de 2014 foi a anexação da Crimeia pela Rússia e a intervenção militar na região de Donbas no Leste da Ucrânia. As acções do Kremlin desafiaram directamente os princípios fundamentais que têm norteado a Europa ao longo das últimas seis décadas, particularmente a renúncia ao uso da força para alterar as fronteiras nacionais. Contudo, a Rússia não está em condições de sustentar a sua política externa agressiva.
  • Quando a União Europeia (UE) organizou a sua primeira cimeira sobre crescimento e emprego em 1997, o desemprego situava-se nos 11%. No Outono passado, decorreu outra e não parecia que tivesse mudado muito. O desemprego na Zona Euro era de 11,5% - acima do mínimo de 6,8% no primeiro trimestre de 2008.
  • Há muito que as relações diplomáticas na Ásia Oriental estão reféns da história. Mas o "problema histórico" da região tem sido intensificado ultimamente, com o crescente nacionalismo de importantes actores regionais como a China, Japão e Coreia do Sul a alimentar disputas por temas muito variados, desde territoriais e dos recursos naturais, até questões de monumentos de guerra e livros de texto escolares. Podem os países da Ásia Oriental superar o seu passado de conflitos e forjar um futuro comum que beneficie a todos?
  • O primeiro-ministro francês Manuel Valls não estava a falar de forma metafórica quando disse que França está em guerra com o Islão radical. Há, de facto, uma guerra de pleno direito em andamento, e os hediondos ataques terroristas em Paris fazem parte dela. No entanto, como a maioria das guerras, esta não está relacionada apenas com religião, fanatismo e ideologia. Tem a ver também com geopolítica, e é na geopolítica que reside a sua solução definitiva.
  • Desde a crise financeira mundial e da recessão de 2007-2009, as críticas à profissão de economista intensificaram-se. O falhanço da maioria dos economistas em prever estes episódios – cujas repercussões ainda subsistem – levou muitos a questionarem se a profissão de economista contribui com algo significativo para a sociedade. Se não são capazes de antecipar algo tão importante para o bem-estar das pessoas, o que fazem de bom?
12 de Janeiro | Kenneth Rogoff
Kenneth Rogoff : As sanções económicas funcionam?
Com as sanções económicas contra a Rússia, Irão e Cuba nas notícias, é uma boa altura para fazer o balanço do debate sobre a eficácia destas medidas. A resposta curta é que as sanções económicas frequentemente têm apenas efeitos modestos, mesmo que possam ser um meio essencial para demonstrar determinação moral. Se as sanções económicas vão desempenhar um papel importante na política do século XXI, talvez valha a pena reflectir sobre como funcionaram no passado.
12 de Janeiro | Jeffrey D. Sachs
Jeffrey D. Sachs : Paul Krugman e a recuperação de Obama
Durante vários anos e várias vezes por mês, o economista laureado com um Nobel, colunista do New York Times e blogger Paul Krugman enviou uma importante mensagem aos seus fiéis leitores: os "auterianos" (como apelida os defensores da austeridade orçamental) a favor da redução do défice estão iludidos. Os cortes orçamentais com uma fraca procura privada irão levar a um elevado desemprego crónico. De facto, cortes orçamentais iriam apadrinhar uma repetição de 1937, quando Franklin D. Roosevelt reduziu prematuramente os estímulos do "New Deal" e, assim, atirou os Estados Unidos para uma recessão.
12 de Janeiro | Zhang Jun
Zhang Jun : O segredo da China para o crescimento
Muitas pessoas estão profundamente pessimistas acerca das perspectivas de crescimento da economia chinesa, devido ao aparecimento de enorme dívida, investimento excessivo, excesso de capacidade e as conhecidas como "cidades fantasma", desde a crise financeira mundial de 2008. Mas estes problemas não são novos. Têm, sob várias formas, afectado a economia chinesa desde 1978 e eram visíveis em outras economias da Ásia do Este com elevados desempenhos – Taiwan, Coreia do Sul e até mesmo o Japão –, durante períodos de rápido crescimento.
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