Bjørn Lomborg : A igualdade de género como objectivo de desenvolvimento
Apesar do progresso em muitas sociedades, em quase todos os locais as mulheres ainda sofrem de níveis significativos de discriminação. Mesmo em países onde a igualdade de género avançou mais, as mulheres são sobre-representadas nos empregos que remuneram menos e sub-representadas nas posições hierárquicas superiores dos sectores público e privado e são as receptoras, na maior parte dos casos, de violência doméstica.
18:00 | Jim O'Neill
Jim O'Neill : Uma convocatória para as armas antimicrobianas
Em Dezembro, revelei os primeiros resultados aos quais chegou a Revista sobre a Resistência Antimicrobiana, que desenvolvi. As notícias não foram boas: as infecções resistentes já custaram mais de 700 mil vidas por ano. A menos que algo seja feito, a resistência antimicrobiana vai matar dez milhões de pessoas por ano até 2050 – mais do que o número de pessoas que actualmente morrem de cancro num ano. Terá também um custo acumulado de pelo menos 100 biliões de dólares, mais de 1,5 vezes o PIB mundial anual actual.
11:26 | Yu Yongding
Yu Yongding : O momento da China no G-20
Em 2009, uma nova possibilidade foi apresentada ao mundo quando o G-20, o conjunto dos maiores países desenvolvidos e das principais economias emergentes, e que até então não tinha conseguido deixar uma marca significativa no cenário internacional, se reuniu em Pittsburgh para formular uma resposta à crise financeira mundial. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, consciente de que o G-7 já não poderia assegurar por si só a supervisão da economia mundial, liderou a cimeira que designou o G-20 como o principal organismo de coordenação da política económica mundial. Foi um ponto alto da liderança americana.
11:23 | Harold James
Harold James : Por que deu a volta Putin?
A política do presidente russo Vladimir Putin relativamente aos "vizinhos estrangeiros" do seu país e ao ocidente tem sido gravemente mal interpretada. Em vez de se focarem em padrões geopolíticos mais alargados – em particular o efeito da crise financeira 2007-2008 nas políticas globais – os comentadores têm caracterizado a política do Kremlin como um psicodrama que pode apenas ser entendido através de uma profunda exploração da alma russa. O resultado tem sido um conjunto de equívocos desenfreados acerca daquilo que levou à mudança de Putin, do que parecia uma postura moderna, conciliatória e até pró-ocidente para um revisionismo agressivo.
Manish Bapna e Kitty van der Heijden : Globalizar o desenvolvimento sustentável
A questão sobre como pode o mundo terminar com a pobreza extrema e melhorar o bem-estar das pessoas vai assumir uma nova urgência em 2015, à medida que os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio – os propostos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável – são finalizados.
Brahma Chellaney : Reinterpretação da constituição japonesa
A aproximação do 70º aniversário da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial provocou muita discussão - e lamentos – sobre o ressurgimento de rixas históricas na Ásia Oriental. Mas as recentes tensões na região podem reflectir, em parte, a falta de progresso numa outra esfera, que tem sido negligenciada: a reforma constitucional japonesa. De facto, apesar da impotência que ficou tão evidente na decapitação dos dois reféns japoneses pelo Estado Islâmico, o Japão ainda não adoptou uma única alteração à "constituição de paz" imposta pelas forças americanas de ocupação em 1947.
25 de Fevereiro | Howard Davies
Howard Davies : Retirar importância a 4,3 mil milhões de dólares
Em Novembro, a Autoridade de Conduta Financeira (FCA na sigla em inglês) anunciou um acordo através do qual seis bancos seriam alvos de uma coima total de 4,3 mil milhões de dólares por manipulação dos mercados cambiais. Mesmo assim, o preço das suas acções praticamente não se alterou. Porquê?
25 de Fevereiro | Susan Hockfield
Susan Hockfield : As novas tecnologias de um novo século
O encontro deste ano do Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça, abordou as ameaças à estabilidade geopolítica e à vida humana e a procura de formas de acelerar a criação de ferramentas mais eficazes em termos políticos, económicos e tecnológicos para abordar esta questão. Entre os desafios mais assustadores está a fome, a água e a escassez de energia; as alterações climáticas e o aumento do nível do mar e a propagação de novas doenças resistentes aos medicamentos.
25 de Fevereiro | Nouriel Roubini
Nouriel Roubini : Uma verdade não convencional
Quem imaginaria que, seis anos após a crise financeira mundial, a maioria das economias avançadas continuaria a nadar numa sopa de letras – ZIRP, QE, CE, FG, NDR e U-FX Int [siglas na designação anglo-saxónica] – de políticas monetárias não convencionais?
25 de Fevereiro | Guy Ryder
Guy Ryder : O mercado laboral na era dos robots
Os receios acerca do impacto da tecnologia no mercado laboral não são nenhuma novidade. No início do século XIX, um grupo de trabalhadores têxteis ingleses, conhecidos como os Luddities, receavam que as novas tecnologias, como teares eléctricos e máquinas de fiar, lhes custasse os empregos. Protestaram ao destruir as máquinas.
Kent Harrington e Bennett Ramberg : A gestão do colapso da Coreia do Norte
Nos últimos meses, a Coreia do Norte tem novamente exibido uma ousadia notável. Primeiro, o regime ameaçou levar a cabo mais testes nucleares, caso os Estados Unidos não retirassem a sua recomendação para julgar os líderes do país por crimes contra a humanidade, no Tribunal Criminal Internacional. Mais ainda, os responsáveis norte-americanos alegaram que o regime orquestrou um ataque cibernético clandestino à Sony Pictures, alegadamente por objecções ao "The Interview", um filme humorístico com a premissa de uma tentativa de assassinato do líder norte-coreano, Kink Jong-un. Posteriormente, em outra jogada melodramática, Kim ofereceu-se, no seu discurso de Ano Novo, para retomar as negociações com a Coreia do Sul.
25 de Fevereiro | Harold James
Harold James : Compreender o choque suíço
Desde o espoletar da crise europeia das dívidas soberanas em 2009, todos questionaram o que aconteceria se um país abandonasse a Zona Euro. Primeiro, o debate focou-se nos países em crise – Grécia, ou talvez Portugal, Espanha, ou Itália. Posteriormente, houve uma discussão algo hipotética sobre o que aconteceria se um dos países com fortes excedentes – digamos, Finlândia ou Alemanha – abandonasse.
24 de Fevereiro | Harold James
Harold James : Braço-de-ferro com a democracia
No impasse cada vez mais stressante entre a Grécia e a União Europeia, as autoridades gregas parecem reivindicar um mandato democrático que se estende para além das fronteiras do seu país. O novo governo, liderado pelo partido de extrema-esquerda Syriza, retrata-se a si próprio não apenas como um negociador que procura obter um bom acordo para a Grécia, mas como o campeão de uma solução para o suposto problema europeu de excesso de dívida pública. Essa postura não reconhece que os interlocutores da Grécia têm as suas próprias responsabilidades democráticas.
23 de Fevereiro | Simon Johnson
Simon Johnson  : Wall Street à presidência?
Ainda faltam quase dois anos para as eleições presidenciais dos Estados Unidos e, até agora, poucos apresentaram formalmente a sua candidatura. Mas democratas e republicanos estão a trabalhar arduamente para descobrir o que vai chamar eleitores nas eleições primárias dos seus partidos - e o que vai cativar o eleitorado como um todo, em Novembro de 2016.
18 de Fevereiro | Jean Pisani-Ferry
Jean Pisani-Ferry : O BCE e os seus críticos
No norte da Europa, especialmente na Alemanha, a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de adoptar medidas de alívio quantitativo (QE, nas siglas em inglês) gerou uma avalanche de críticas. Muitas são infundadas ou mesmo absurdas. Muitas são confusas. Outras dão mais peso a potenciais perigos do que aqueles que são reais. E poucas se referem a problemas reais, acompanhando-os de possíveis soluções.
18 de Fevereiro | Anatole Kaletsky
Anatole Kaletsky  : A Grécia está a jogar para perder
O futuro da Europa depende de algo aparentemente impossível: um entendimento entre a Grécia e a Alemanha. O que faz com que esse acordo pareça impossível não é a oposição por princípio dos dois Governos – a Grécia quer uma redução de dívida, enquanto a Alemanha insiste que nenhum euro de dívida deve ser perdoada – mas algo mais importante: apesar de a Grécia ser obviamente a parte mais fraca no conflito, há muito mais em jogo.
economistas Em colaboração com Project Syndicate
  • Apesar do progresso em muitas sociedades, em quase todos os locais as mulheres ainda sofrem de níveis significativos de discriminação. Mesmo em países onde a igualdade de género avançou mais, as mulheres são sobre-representadas nos empregos que remuneram menos e sub-representadas nas posições hierárquicas superiores dos sectores público e privado e são as receptoras, na maior parte dos casos, de violência doméstica.
  • Em Dezembro, revelei os primeiros resultados aos quais chegou a Revista sobre a Resistência Antimicrobiana, que desenvolvi. As notícias não foram boas: as infecções resistentes já custaram mais de 700 mil vidas por ano. A menos que algo seja feito, a resistência antimicrobiana vai matar dez milhões de pessoas por ano até 2050 – mais do que o número de pessoas que actualmente morrem de cancro num ano. Terá também um custo acumulado de pelo menos 100 biliões de dólares, mais de 1,5 vezes o PIB mundial anual actual.
  • Em 2009, uma nova possibilidade foi apresentada ao mundo quando o G-20, o conjunto dos maiores países desenvolvidos e das principais economias emergentes, e que até então não tinha conseguido deixar uma marca significativa no cenário internacional, se reuniu em Pittsburgh para formular uma resposta à crise financeira mundial. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, consciente de que o G-7 já não poderia assegurar por si só a supervisão da economia mundial, liderou a cimeira que designou o G-20 como o principal organismo de coordenação da política económica mundial. Foi um ponto alto da liderança americana.
  • A política do presidente russo Vladimir Putin relativamente aos "vizinhos estrangeiros" do seu país e ao ocidente tem sido gravemente mal interpretada. Em vez de se focarem em padrões geopolíticos mais alargados – em particular o efeito da crise financeira 2007-2008 nas políticas globais – os comentadores têm caracterizado a política do Kremlin como um psicodrama que pode apenas ser entendido através de uma profunda exploração da alma russa. O resultado tem sido um conjunto de equívocos desenfreados acerca daquilo que levou à mudança de Putin, do que parecia uma postura moderna, conciliatória e até pró-ocidente para um revisionismo agressivo.
  • A questão sobre como pode o mundo terminar com a pobreza extrema e melhorar o bem-estar das pessoas vai assumir uma nova urgência em 2015, à medida que os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio – os propostos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável – são finalizados.
18 de Fevereiro | Raquel Fernández
Raquel Fernández  : Lições da Argentina para a Grécia
Há treze anos, a Argentina estava em apuros. O peso estava indexado ao dólar num nível que excedia em muito o seu valor. A sua dívida externa era insustentável. E a pressão política dos Estados Unidos impedia o seu frágil governo de renegociar um programa de resgate que até o Fundo Monetário Internacional sabia que era irrealista.
16 de Fevereiro | Daniel Gros
Daniel Gros : O mito da austeridade grega
Desde a vitória do partido anti-austeridade Syriza nas eleições da Grécia que o "problema grego" está a preocupar, novamente, os mercados e os responsáveis políticos em toda a Europa. Alguns temem o regresso da incerteza que se viveu em 2012, quando muitos pensavam que estariam iminentes um ‘default’ da Grécia e a saída da Zona Euro.
16 de Fevereiro | Kenneth Rogoff
Kenneth Rogoff : Qual é o Plano B para a Grécia?
Mesmo após dois pacotes de resgate, é irrealista esperar que os contribuintes gregos comecem a fazer grandes desembolsos no imediato – não com uma taxa de desemprego nos 25% (e acima dos 50% para os jovens).
pub
pub