20:00 | Keyu Jin
Keyu Jin : O beco sem saída das reformas da China
O programa de reformas da China atingiu um impasse, com conflitos de interesse fundamentais e mecanismos de resistência subtis a bloquear o seu progresso. Até que estas barreiras sejam removidas, há pouca esperança de que a economia em desaceleração da China – que cresceu 7,4% em 2014, a sua taxa mais baixa em quase um quarto de século – possa esperar que a reforma lhe dê o impulso que precisa.
25 de Março | Daniel Gros
Daniel Gros : Porque a deflação é boa para a Europa
Na economia global dos nossos dias, não há preço tão importante como o do petróleo. Todos os dias são produzidos (e consumidos) mais de 80 milhões de barris de crude, e uma grande parte dessa produção é comercializada internacionalmente. Assim, a queda acentuada do preço do petróleo - de cerca de 110 dólares no ano passado para cerca de 60 dólares actualmente - está a permitir a poupança de centenas de milhares de milhões de dólares aos importadores de petróleo. Para a União Europeia e Estados Unidos, os ganhos decorrentes dessa queda de preços equivalem a cerca de 2 a 3% do PIB.
24 de Março | Jeffrey D. Sachs
Jeffrey D. Sachs : Terra chama o sector financeiro
Os mercados financeiros servem dois objectivos cruciais: canalizar as poupanças para investimentos produtivos e permitir que particulares e empresas possam gerir riscos através da diversificação e dos seguros. Consequentemente, o sector é essencial para o desenvolvimento sustentável, que representa oportunidades sem precedentes de investimentos à escala mundial, bem como desafios em matéria de gestão de riscos.
23 de Março | Yuriko Koike
Yuriko Koike  : A "tour" japonesa de Thomas Piketty
Seis meses depois do livro de Thomas Piketty "Capital in lhe Twenty-First Century" ter causado furor nos Estados Unidos e na Europa, tornou-se num bestseller no Japão. Mas as grandes diferenças entre o Japão e os seus parceiros desenvolvidos no Ocidente significam que, tal como muitas outras exportações ocidentais, o argumento de Piketty foi assumido em características diferentes.
23 de Março | Michael Boskin
Michael Boskin : Um plano de cinco medidas para a prosperidade europeia
Embora a crise grega esteja em pausa, a situação económica na Europa continua a ser sombria. O crescimento da Zona Euro está ligeiramente acima dos níveis próximos da recessão de há poucos meses, mas as projecções do Fundo Monetário Internacional para 2015 e 2016 pouco superam os 1%.
20 de Março | Raghuram Rajan
Raghuram Rajan : Manter o crescimento na Índia
A Índia não se livrou da desaceleração da economia mundial. Manter o crescimento que precisa a fim de continuar a retirar milhões de pessoas da pobreza vai requerer repensar a sua política económica. Para ser bem-sucedida, a Índia terá que intensificar a procura interna e regional, fortalecer as suas instituições macroeconómicas e juntar-se à luta por um sistema mundial aberto. Perspectivas menos favoráveis no exterior não devem fazer com que a Índia reduza as suas ambições.
19 de Março | Martin Feldstein
Martin  Feldstein : O bicho-papão da deflação
Os principais bancos centrais do mundo estão obcecados com o objectivo de aumentar a taxa de inflação para a meta comum de cerca de 2% ao ano. Isto é verdade para os Estados Unidos, onde a taxa de inflação anual foi de -0,1% nos últimos 12 meses; para o Reino Unido, onde os dados mais recentes mostram um crescimento dos preços de 0,3%; e para a Zona Euro, onde os preços no consumidor caíram 0,6%. Mas isto é um problema real?
18 de Março | Michael Spence
Michael Spence : Cinco motivos para o crescimento lento
Desde a crise financeira global, em 2008, surgiu um padrão extraordinário: os governos, bancos centrais e instituições financeiras internacionais têm tido que rever em baixa, constantemente, as suas previsões de crescimento. Com pouquíssimas excepções, isto tem acontecido com as projecções para a economia mundial e também para cada país isoladamente.
Navi Radjou e Jaideep Prabhu : O crescimento da economia frugal
Num famoso ensaio de 1937, o economista Ronald Coase defendeu que a organização piramidal das economias ocidentais, com grandes produtores na parte superior e milhões de consumidores passivos na base, deve-se à existência de custos de transação - os custos intangíveis associados à pesquisa, negociação, tomada de decisões e execução. Contudo, a Internet, as tecnologias móveis e as redes sociais estão a eliminar quase por completo esses custos em muitos sectores e, por isso mesmo, essa estrutura económica é obrigada a mudar.
16 de Março | Nouriel Roubini
Nouriel Roubini : A forma negativa de crescer?
A política monetária tornou-se cada vez mais heterodoxa nos últimos seis anos, com os bancos centrais a implementarem políticas de taxas de juro zero, flexibilização quantitativa, flexibilização do crédito, orientação sobre as políticas monetárias e intervenção ilimitada nas taxas de câmbio. Mas agora chegámos ao instrumento de política mais heterodoxo de todos: as taxas de juro nominais negativas.
16 de Março | Martin N. Baily
Martin N. Baily : O desafio demográfico das economias emergentes
O envelhecimento da população é, muitas vezes, apontado como um desafio económico importante para o mundo desenvolvido.
Robert D. Atkinson e Paul Hofheinz : A perigosa agenda digital da China
Quando a Alibaba, a gigante chinesa do comércio electrónico, passou a estar cotada na bolsa de Nova Iorque, no final do ano passado, tornou-se na 17ª maior empresa do mundo cotada em bolsa, com uma capitalização de 230 mil milhões de dólares – maior do que a Amazon, o eBay ou o Facebook. No entanto, parece que essas notícias não chegaram à Europa.
12 de Março | Jim O'Neill
Jim O'Neill : Aplausos para a nova normalidade
A sabedoria convencional sobre o estado da economia mundial é mais ou menos assim: desde o início da crise financeira em 2007-2008 que o mundo desenvolvido tem lutado para recuperar, mas apenas os Estados Unidos foram capazes de se ajustar. Para os países em desenvolvimento foi melhor. Ainda que, também estas economias tenham começado a debater-se, ultimamente, com dificuldades. Num clima económico sombrio, segundo esta teoria, os únicos vencedores têm sido os mais ricos, o que resulta numa enorme desigualdade.
10 de Março | Lucy P. Marcus
Lucy P. Marcus : Ajam ou calem-se
Na política, conversações de paz, campanhas eleitorais, ou estratégia empresarial, nas quais são definidas intenções, promessas e compromissos, nunca são demais.
10 de Março | Jean Pisani-Ferry
Jean Pisani-Ferry : Os custos da saída da Grécia da Zona Euro
No final do mês passado, depois de vários dias de discussões tensas, o novo Governo de Atenas chegou a um acordo com os credores da Zona Euro, que inclui um pacote de reformas imediatas e o prolongamento do programa de assistência financeira por quatro meses. Mas, apesar do suspiro colectivo de alívio da Europa, o compromisso não exclui a necessidade de mais negociações duras sobre um novo programa de assistência financeira que pode ser introduzido no final de Junho.
06 de Março | Michael Hüther
Michael Hüther : Serão os campeões nacionais verdadeiros vencedores?
A indústria está, uma vez mais, no topo da agenda de negócios da Europa. O antigo comissário para a indústria da União Europeia, Antonio Tajani - que foi substituído recentemente por Elzbieta Bienkowska - definiu a meta de aumentar a percentagem da indústria no PIB de pouco mais de 15% em 2012 para 20% em 2020. Mas se os Estados-membros querem atingir este objectivo, têm de repensar as actuais abordagens políticas dentro da UE. Qualquer política industrial moderna deve envolver mais do que a simples escolha de vencedores.
economistas Em colaboração com Project Syndicate
  • O programa de reformas da China atingiu um impasse, com conflitos de interesse fundamentais e mecanismos de resistência subtis a bloquear o seu progresso. Até que estas barreiras sejam removidas, há pouca esperança de que a economia em desaceleração da China – que cresceu 7,4% em 2014, a sua taxa mais baixa em quase um quarto de século – possa esperar que a reforma lhe dê o impulso que precisa.
  • Na economia global dos nossos dias, não há preço tão importante como o do petróleo. Todos os dias são produzidos (e consumidos) mais de 80 milhões de barris de crude, e uma grande parte dessa produção é comercializada internacionalmente. Assim, a queda acentuada do preço do petróleo - de cerca de 110 dólares no ano passado para cerca de 60 dólares actualmente - está a permitir a poupança de centenas de milhares de milhões de dólares aos importadores de petróleo. Para a União Europeia e Estados Unidos, os ganhos decorrentes dessa queda de preços equivalem a cerca de 2 a 3% do PIB.
  • Os mercados financeiros servem dois objectivos cruciais: canalizar as poupanças para investimentos produtivos e permitir que particulares e empresas possam gerir riscos através da diversificação e dos seguros. Consequentemente, o sector é essencial para o desenvolvimento sustentável, que representa oportunidades sem precedentes de investimentos à escala mundial, bem como desafios em matéria de gestão de riscos.
  • Seis meses depois do livro de Thomas Piketty "Capital in lhe Twenty-First Century" ter causado furor nos Estados Unidos e na Europa, tornou-se num bestseller no Japão. Mas as grandes diferenças entre o Japão e os seus parceiros desenvolvidos no Ocidente significam que, tal como muitas outras exportações ocidentais, o argumento de Piketty foi assumido em características diferentes.
  • Embora a crise grega esteja em pausa, a situação económica na Europa continua a ser sombria. O crescimento da Zona Euro está ligeiramente acima dos níveis próximos da recessão de há poucos meses, mas as projecções do Fundo Monetário Internacional para 2015 e 2016 pouco superam os 1%.
Alberto Bagnai, Brigitte Granville, Peter Oppenheimer e Antoni Soy : A oportunidade económica da saída da Grécia do euro
A primeira frase do Tratado de Roma de 1957 - o documento fundador do que viria a ser a União Europeia – apela a uma "união cada vez mais estreita entre os povos da Europa". No entanto, esse ideal tem estado ameaçado nos últimos tempos pela sua própria elite política, que adoptou uma moeda comum mas ignorou completamente as deficiências subjacentes.
06 de Março | Hans-Werner Sinn
Hans-Werner Sinn : A economia e os seus críticos
Há muito a criticar na economia, hoje em dia. A título de exemplo, a profissão focaliza-se pouco em questões políticas e demasiado em matar os estudantes com matemática. Mas muitas das actuais críticas da profissão baseiam-se em mal-entendidos e ignorância.
02 de Março | Bjørn Lomborg
Bjørn Lomborg : A igualdade de género como objectivo de desenvolvimento
Apesar do progresso em muitas sociedades, em quase todos os locais as mulheres ainda sofrem de níveis significativos de discriminação. Mesmo em países onde a igualdade de género avançou mais, as mulheres são sobre-representadas nos empregos que remuneram menos e sub-representadas nas posições hierárquicas superiores dos sectores público e privado e são as receptoras, na maior parte dos casos, de violência doméstica.
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