Kenneth Rogoff : O Banco de Infra-estruturas da China funcionará?
Com a China pronta a liderar uma nova instituição financeira, o Banco Asiático de Investimento em Infra-estruturas (AIIB, na sua sigla original), no valor de 50 mil milhões de dólares, grande parte do debate centrou-se nos esforços inúteis dos Estados Unidos no sentido de desencorajar outras economias avançadas a aderirem. Tem sido dada muito pouca atenção a tentar compreender por que razão é que o financiamento multilateral para o desenvolvimento tem falhado tão frequentemente e o que poderá ser feito para funcionar melhor.
Martin  Feldstein : O "novo normal" da China
Todos os anos nesta altura, o governo da China organiza uma grande conferência – patrocinada pelo Centro de Investigação para o Desenvolvimento, o "think tank" oficial do Conselho de Estado – que reúne altos responsáveis, presidentes-executivos de importantes empresas chinesas e do Ocidente e um pequeno grupo de responsáveis e académicos internacionais. O Fórum de Desenvolvimento da China (CDF, nas siglas em inglês) acontece logo depois do Congresso Popular Nacional anual.
John Chambers  : A transformação digital da Europa
A Europa está a viver uma transformação tecnológica sem precedentes. Chama-se a "Internet de Tudo": a penetração da World Wide Web na vida quotidiana. A tecnologia vai dizer-nos se estamos a dormir bem e se precisamos de fazer exercício. Os sensores na rua vão ajudar-nos a evitar as filas do trânsito e a encontrar estacionamento. As aplicações de telemedicina vão permitir aos médicos tratar os pacientes que estão a centenas de quilómetros de distância.
21 de Abril | Bernard-Henri Lévy
Bernard-Henri Lévy : Em defesa de Angela Merkel
A recente capa da revista Der Spiegel que mostra a chanceler alemã Angela Merkel à frente da Acrópole rodeada por oficiais nazis serve um objectivo importante: levanta finalmente, e de forma inevitável, a questão da germanofobia na Europa.
19 de Abril | Daniel Gros
Daniel Gros : Dinheiro para nada
O mundo desenvolvido parece estar a caminhar em direcção a um contexto de taxas de juro zero a longo prazo. Embora os Estados Unidos, o Reino Unido, o Japão e a Zona Euro tenham mantido, durante vários anos, em zero as taxas de juro fixadas segundo a política dos seus bancos centrais, a percepção de que esta era uma aberração temporária levou a que as taxas de médio a longo prazo permanecessem substanciais. Mas isso pode estar a mudar, especialmente na Zona Euro.
19 de Abril | Michael Spence
Michael Spence : Estarão as acções sobrevalorizadas?
Desde a crise económica global, grandes divergências no desempenho económico têm contribuído para uma elevada volatilidade nos mercados de acções. Agora, os preços das acções estão a atingir níveis relativamente elevados segundo critérios convencionais - e os investidores estão a começar a ficar nervosos.
17 de Abril | Hans-Werner Sinn
Hans-Werner Sinn : A última etapa do dinheiro fácil europeu
O euro trouxe uma crise de balança de pagamentos à Europa, tal como a taxa de referência do ouro nos anos 20. De facto, há apenas uma diferença entre estes dois episódios: durante a crise actual, enormes pacotes de resgates internacionais têm sido disponibilizados.
16 de Abril | Jean Pisani-Ferry
Jean Pisani-Ferry : Instabilidade desnecessária
Na vida quotidiana, é melhor deixar as tecnicidades para os técnicos. O proprietário de um automóvel não precisa – e geralmente não quer – preocupar-se com o que se passa debaixo do capot. Mas quando o carro avaria, muitas vezes não tem alternativa.
16 de Abril | Bill Emmott
Bill Emmott : O que vem depois de Lee Kuan Yew?
Todos os líderes políticos se preocupam com o seu legado. Lee Kuan Yew, que liderou Singapura directa ou indirectamente durante mais de meio século – e continuava a ter influência até à sua morte aos 91 anos – passou mais tempo no poder do que muitos outros. Vários volumes de memórias demonstram a preocupação de Lee em relação ao seu legado, ainda que o extraordinário sucesso de Singapura sob a sua liderança fale por si mesmo. Pode ser ou não do agrado das pessoas – e para muitas não era – mas não se pode negar a notável e duradoura prosperidade e estabilidade da cidade-Estado.
14 de Abril | Nouriel Roubini
Nouriel Roubini : A Zona Euro dá sinais de vida
Os mais recentes dados económicos da Zona Euro mostram que a recuperação pode estar próxima. O que está a impulsionar a retoma? Que obstáculos enfrenta? E o que pode ser feito para sustentar essa retoma?
14 de Abril | Mark J. Roe
Mark J. Roe : Vencer a batalha do "demasiado grande para falir"
As manchetes sobre os riscos dos bancos para o sistema financeiro continuam a dominar o noticiário financeiro. O Bank of America teve um fraco desempenho nos testes de stress da Reserva Federal dos Estados Unidos, e os reguladores criticaram os planos de financiamento do Goldman Sachs e do JPMorgan Chase, levando ambos a reduzirem os seus dividendos e a recompra de acções que tinham planeado. E o forte desenvolvimento do negócio de trading financeiro do Citibank levanta dúvidas sobre se a instituição estará a controlar devidamente o risco.
14 de Abril | Simon Johnson
Simon Johnson  : Como combater a manipulação cambial
É apropriado usar acordos comerciais para desencorajar os países a recorrerem a intervenções de larga escala no mercado de câmbio, de modo a manter o valor das suas moedas? Essa é a questão fundamental nos círculos da política económica norte-americana.
07 de Abril | Anatole Kaletsky
Anatole Kaletsky  : Até que ponto vai o euro cair?
O dólar está a atingir novos máximos de 12 anos quase diariamente, enquanto o euro parece destinado a cair abaixo da paridade com a divisa norte-americana. As flutuações cambiais são muitas vezes descritas como a mais imprevisível de todas as variáveis ??financeiras; mas os recentes acontecimentos nos mercados cambiais parecem ter, pela primeira vez, uma explicação bastante óbvia, reconhecida e defendida por quase todos os economistas e responsáveis políticos.
07 de Abril | Adair Turner
Adair Turner : O problema de contabilidade do Japão
Ao longo dos próximos anos vai tornar-se óbvio que o Banco do Japão monetizou vários biliões de dólares de dívida pública. O receio ortodoxo é de que imprimir dinheiro para financiar défices orçamentais actuais e passados leve inevitavelmente a níveis perigosos de inflação. O resultado no Japão provavelmente será uma ligeira subida da inflação e do crescimento. E a reacção mais provável dos mercados financeiros será um simples bocejo.
07 de Abril | Brahma Chellaney
Brahma Chellaney : Uma luva de seda para o punho de ferro chinês
Durante anos, a China tem tentado cercar o sul da Ásia com um "colar de pérolas": uma rede de portos de conexão entre a sua costa oriental e o Médio Oriente para aumentar a sua influência estratégica e o acesso marítimo. Sem surpresa, a Índia e outros países têm olhado para este processo com grande preocupação.
06 de Abril | Harold James
Harold James : Maquiavel na Eurolândia
Nicolau Maquiavel está em voga. Mais de 500 anos depois de ter escrito a sua famosa dissertação "O Príncipe", reemergiu como um dos mais populares pensadores políticos da Europa. E, de facto, o seu livro – um dos primeiros manuais sobre o "como" – tem alguns conselhos úteis para responsáveis económicos, numa altura em que enfrentam desafios extraordinariamente confusos.
economistas Em colaboração com Project Syndicate
  • Com a China pronta a liderar uma nova instituição financeira, o Banco Asiático de Investimento em Infra-estruturas (AIIB, na sua sigla original), no valor de 50 mil milhões de dólares, grande parte do debate centrou-se nos esforços inúteis dos Estados Unidos no sentido de desencorajar outras economias avançadas a aderirem. Tem sido dada muito pouca atenção a tentar compreender por que razão é que o financiamento multilateral para o desenvolvimento tem falhado tão frequentemente e o que poderá ser feito para funcionar melhor.
  • Todos os anos nesta altura, o governo da China organiza uma grande conferência – patrocinada pelo Centro de Investigação para o Desenvolvimento, o "think tank" oficial do Conselho de Estado – que reúne altos responsáveis, presidentes-executivos de importantes empresas chinesas e do Ocidente e um pequeno grupo de responsáveis e académicos internacionais. O Fórum de Desenvolvimento da China (CDF, nas siglas em inglês) acontece logo depois do Congresso Popular Nacional anual.
  • A Europa está a viver uma transformação tecnológica sem precedentes. Chama-se a "Internet de Tudo": a penetração da World Wide Web na vida quotidiana. A tecnologia vai dizer-nos se estamos a dormir bem e se precisamos de fazer exercício. Os sensores na rua vão ajudar-nos a evitar as filas do trânsito e a encontrar estacionamento. As aplicações de telemedicina vão permitir aos médicos tratar os pacientes que estão a centenas de quilómetros de distância.
  • A recente capa da revista Der Spiegel que mostra a chanceler alemã Angela Merkel à frente da Acrópole rodeada por oficiais nazis serve um objectivo importante: levanta finalmente, e de forma inevitável, a questão da germanofobia na Europa.
  • O mundo desenvolvido parece estar a caminhar em direcção a um contexto de taxas de juro zero a longo prazo. Embora os Estados Unidos, o Reino Unido, o Japão e a Zona Euro tenham mantido, durante vários anos, em zero as taxas de juro fixadas segundo a política dos seus bancos centrais, a percepção de que esta era uma aberração temporária levou a que as taxas de médio a longo prazo permanecessem substanciais. Mas isso pode estar a mudar, especialmente na Zona Euro.
02 de Abril | Paul R. Gregory
Paul R. Gregory : O problema de Putin com o gás
Os observadores da Rússia estão certos ao centrar as atenções no mais recente e frágil cessar-fogo na Ucrânia, para tentar discernir as intenções de Vladimir Putin relativamente àquele país. Mas seria aconselhável não negligenciar outro problema que se está a revelar – e que terá consequência profundas, no longo-prazo, para a Europa e para a capacidade de Putin exercer pressão sobre o continente.
30 de Março | M.G. Quibria
M.G. Quibria : A implosão do Bangladesh
O Bangladesh está novamente à beira de um colapso político? Com a explosão de bombas que quase tiraram a vida do primeiro-ministro, Sheikh Hasina, o líder da oposição, Khaleda Zia, acusado de assassinato, protestos violentos e incêndios a varrerem a capital, o país parece estar à beira de um abismo terrível.
26 de Março | Keyu Jin
Keyu Jin : O beco sem saída das reformas da China
O programa de reformas da China atingiu um impasse, com conflitos de interesse fundamentais e mecanismos de resistência subtis a bloquear o seu progresso. Até que estas barreiras sejam removidas, há pouca esperança de que a economia em desaceleração da China – que cresceu 7,4% em 2014, a sua taxa mais baixa em quase um quarto de século – possa esperar que a reforma lhe dê o impulso que precisa.
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