Cronista
Celso Filipe Jornalista

Nasceu em 1964 e é actualmente subdirector do Jornal de Negócios. Frequentou o 4º ano do curso de Comunicação Social da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Começou a actividade como jornalista em 1986 na revista “África Hoje”, tendo depois transitado para a “África Confidencial”, uma publicação de circulação reservada a assinantes. Como jornalista passou depois pelos semanários “Tempo”, “Semanário” e “Expresso”. Entre 1995 e 2005 esteve no “Diário Económico” onde desempenhou as funções de editor e chefe de redacção. Entre 1998 e 1999 colaborou na Rádio Renascença com um comentário semanal sobre assuntos económicos. Em 2006 entrou no Jornal de Negócios como editor da secção de empresas.

Celso Filipe No poupar é que está o gasto 22.10.2017 Celso Filipe
Há muitas explicações para os fogos que este ano alastram pelo país. As alterações climáticas, os incendiários, a falta de meios humanos e materiais e até uma putativa máfia do fogo. Todas elas são plausíveis e admissíveis num debate sobre a matéria. Mas todas elas concorrem para um problema central - a falência do Estado em matérias como a floresta, ordenamento do território e desenvolvimento do interior do país.
Celso Filipe O fogo e as cinzas 17.10.2017 Celso Filipe 22
A demissão da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, resolve o problema dos fogos? Não. No entanto, a sua saída do Governo impõe-se.
Editorial Faltam palavras na Catalunha 08.10.2017 Celso Filipe 20
Em Setembro de 2016, Ramon Font foi nomeado delegado da Generalitat da Catalunha em Portugal. Nesse mesmo mês, em entrevista ao Negócios, foi-lhe feita a pergunta inevitável - A transformação da Catalunha num estado independente é irreversível?
Celso Filipe Lisboa como o algodão 02.10.2017 Celso Filipe
É redutor analisar as autárquicas à luz dos resultados de Lisboa? É. Mas – há sempre uma adversativa – a realidade é que tem sido a partir de Lisboa que emanam os cenários políticos futuros. Depois de Krus Abecasis, que foi presidente da Câmara entre 1978 e 1989 (com o apoio do seu partido, o CDS, e do PSD), Lisboa traçou sempre a rampa de lançamento para outros voos políticos.
Celso Filipe O voo baixo da Ryanair 28.09.2017 Celso Filipe 426
Michael O’Leary, CEO da Ryanair, sonha há quase uma década em transportar passageiros de pé nos aviões (repetindo o modelo dos autocarros urbanos e dos metro) para reduzir o preço dos bilhetes, mas agora vai ter de aterrar na pista da realidade e reinventar o modelo de negócio da "low cost" que é também a companhia mais rentável do mundo.
Celso Filipe João Lourenço, o mau xadrezista 26.09.2017 Celso Filipe 41
As relações entre Portugal e Angola atravessam um período complicado e prolongado no tempo. Já se sabia isso antes da tomada de posse de João Lourenço como Presidente de Angola. A deslocação de Marcelo Rebelo de Sousa a Luanda para participar na cerimónia de investidura parecia ter o condão de contribuir para o degelo do relacionamento bilateral.
Celso Filipe Elas comem tudo e deixam migalhas 18.09.2017 Celso Filipe 22
As plataformas de distribuição online ganharam o atributo que Fernando Pessoa deu à Coca-Cola numa frase publicitária que ficou para a história: "Primeiro estranha-se, depois entranha-se." Estas plataformas entranharam-se de tal maneira na economia que se tornaram as maiores ganhadoras da globalização, enfrentando poucos riscos e tendo custos reduzidos, por comparação com a indústria.
Celso Filipe O rating de dois gumes 17.09.2017 Celso Filipe 35
A conservadora Standard & Poor’s surpreendeu ao tirar Portugal do "lixo". A decisão deverá fazer com que em próximas avaliações a Moody’s e a Fitch optem pelo mesmo caminho, permitindo que o país entre numa nova rota de relacionamento com os investidores internacionais e tenha acesso a financiamento em condições mais favoráveis, um quadro que também beneficiará as empresas nacionais.
Celso Filipe A procissão orçamental 07.09.2017 Celso Filipe
Tocam os sinos da torre da igreja,/Há rosmaninho e alecrim pelo chão./Na nossa aldeia que Deus a proteja!/Vai passando a procissão." Este é o primeiro verso do poema "A Procissão", da autoria de António Lopes Ribeiro, que João Villaret declamava de forma magistral. É aqui trazido à colação para ilustrar o ritual do Orçamento do Estado. À frente da procissão vão o primeiro-ministro e o ministro das Finanças, protegendo o santo Orçamento que vai no alto do andor.
Celso Filipe A manta que não tapa tudo 04.09.2017 Celso Filipe 62
O Orçamento do Estado para 2018 vai ser aprovado. Só não se sabe em que termos. Vai ser aprovado porque o Bloco de Esquerda e o PCP não podem correr o risco de tirar o tapete ao Governo e criar uma crise política que desembocaria numa perda de votos.