Cronista
Celso Filipe Jornalista

Nasceu em 1964 e é actualmente subdirector do Jornal de Negócios. Frequentou o 4º ano do curso de Comunicação Social da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Começou a actividade como jornalista em 1986 na revista “África Hoje”, tendo depois transitado para a “África Confidencial”, uma publicação de circulação reservada a assinantes. Como jornalista passou depois pelos semanários “Tempo”, “Semanário” e “Expresso”. Entre 1995 e 2005 esteve no “Diário Económico” onde desempenhou as funções de editor e chefe de redacção. Entre 1998 e 1999 colaborou na Rádio Renascença com um comentário semanal sobre assuntos económicos. Em 2006 entrou no Jornal de Negócios como editor da secção de empresas.

Celso Filipe Elas comem tudo e deixam migalhas 18.09.2017 Celso Filipe
As plataformas de distribuição online ganharam o atributo que Fernando Pessoa deu à Coca-Cola numa frase publicitária que ficou para a história: "Primeiro estranha-se, depois entranha-se." Estas plataformas entranharam-se de tal maneira na economia que se tornaram as maiores ganhadoras da globalização, enfrentando poucos riscos e tendo custos reduzidos, por comparação com a indústria.
Celso Filipe O rating de dois gumes 17.09.2017 Celso Filipe 28
A conservadora Standard & Poor’s surpreendeu ao tirar Portugal do "lixo". A decisão deverá fazer com que em próximas avaliações a Moody’s e a Fitch optem pelo mesmo caminho, permitindo que o país entre numa nova rota de relacionamento com os investidores internacionais e tenha acesso a financiamento em condições mais favoráveis, um quadro que também beneficiará as empresas nacionais.
Celso Filipe A procissão orçamental 07.09.2017 Celso Filipe
Tocam os sinos da torre da igreja,/Há rosmaninho e alecrim pelo chão./Na nossa aldeia que Deus a proteja!/Vai passando a procissão." Este é o primeiro verso do poema "A Procissão", da autoria de António Lopes Ribeiro, que João Villaret declamava de forma magistral. É aqui trazido à colação para ilustrar o ritual do Orçamento do Estado. À frente da procissão vão o primeiro-ministro e o ministro das Finanças, protegendo o santo Orçamento que vai no alto do andor.
Celso Filipe A manta que não tapa tudo 04.09.2017 Celso Filipe 61
O Orçamento do Estado para 2018 vai ser aprovado. Só não se sabe em que termos. Vai ser aprovado porque o Bloco de Esquerda e o PCP não podem correr o risco de tirar o tapete ao Governo e criar uma crise política que desembocaria numa perda de votos.
Celso Filipe O poderoso Marcelo 03.09.2017 Celso Filipe 22
Pela primeira vez, desde que o Negócios lançou a iniciativa dos Mais Poderosos em 2010, o Presidente da República ocupa o primeiro lugar desta lista. Este facto é um claro sinal dos tempos e um reflexo da forma como Marcelo Rebelo de Sousa exerce o seu poder.
Celso Filipe A tentadora Autoeuropa 30.08.2017 Celso Filipe 54
"Posso resistir a tudo menos à tentação." Esta é uma das muitas frases geniais de Oscar Wilde que ficaram para a posteridade e assenta como uma luva à greve na Autoeuropa. Os trabalhadores foram capazes de resistir a tudo, excepto à tentação de uma greve oportunística.
Celso Filipe Angola, os juízos e os factos 22.08.2017 Celso Filipe 28
Angola está exactamente na mesma encruzilhada em que se encontrava há cinco anos: a de manter uma nomenclatura de ricos, com riscos de implosão social, ou apostar definitivamente na criação e distribuição de riqueza, de forma transversal, por toda a sociedade.
Celso Filipe Em casa de ferreiro 21.08.2017 Celso Filipe 26
A história que pode acabar em crime de mercado no Banco de Portugal", um trabalho do jornalista Rui Peres Jorge, publicado na edição de ontem do Negócios, tem o condimento do mistério.
Celso Filipe Um silêncio que mata 20.08.2017 Celso Filipe 119
Entre os séculos XI e XIII os europeus mataram muçulmanos em nome de Deus e da superioridade do cristianismo sobre as outras religiões.
Celso Filipe A história tem um lado certo 16.08.2017 Celso Filipe 46
Charlottesville "é uma história com dois lados", declarou o Presidente dos Estados Unidos referindo-se aos confrontos entre supremacistas brancos e nazis e defensores dos direitos humanos, alegadamente conotados com a extrema-esquerda. Primeiro, Trump desvalorizou os acontecimentos, num segundo momento, condenou os supremacistas brancos e, por fim, partilhou as responsabilidades.