André  Veríssimo
André Veríssimo 27 de julho de 2017 às 00:01

A Impresa e os novos donos da banca

Impresa foi obrigada a retirar a emissão de obrigações por falta de adesão dos investidores. E entre as razões para o insucesso pode estar a chegada de novos donos à banca portuguesa.

Noutros tempos, o BPI, parceiro financeiro e accionista histórico da Impresa, onde ainda detém uma pequena posição, participaria provavelmente na colocação das obrigações. E, na falta de apetite dos investidores (que o difícil contexto do sector dos media pode explicar), tomaria firme a operação assegurando ele próprio o sucesso da mesma. Trataria depois de colocar os títulos na carteira de outros investidores.

Nos tempos que correm, as cautelas e os limites à tomada de risco são outros. Há outra diferença substancial: o BPI é hoje totalmente dominado pelo La Caixa e tem à frente um presidente executivo espanhol. O banco tem todo o direito em nomear quem quer, mas teria revelado mais tacto e outro compromisso com o mercado nacional caso tivesse escolhido um português para o cargo. O Santander, por exemplo, não foi por esse caminho.


Sem sabermos ao certo o que aconteceria nessa realidade alternativa roubada ao passado, o caso não deixa de relevar a importância de ter bancos portugueses capazes de apoiar as empresas portuguesas em momentos mais delicados.  Não é fazer o jeito a empresas inviáveis. É dar a mão a negócios que dela precisam num momento mais adverso.


Com certeza que os bancos estrangeiros estão cá para fazer negócio e parte desse negócio é dar crédito às empresas. Mas há ligações, sensibilidades e prioridades que se perdem.


O lamento é algo pífio. Como é sabido, os bancos não mudaram para outras mãos portuguesas por falta de capital nacional. Ou, pelo menos, por falta de vontade para o reunir com esse propósito. Está escrito nas características de alguns novos donos da banca – fundos de capital de risco – que as instituições voltarão a mudar de mãos daqui a uns anos. Veremos então quem lhes pega.


Quase a entrar no Novo Banco está a Lone Star. E se a Impresa se viu obrigada a cancelar a sua emissão de obrigações, a oferta de compra lançada pelo banco parece ter pernas para andar. É tudo mais fácil quando a alternativa é muito pior. Entre a parede das perdas parciais e a espada de um "bail-in" ou liquidação, a primeira opção impõe-se por si. Além do chicote, o Novo Banco teve o cuidado de incluir uma cenoura, como lhe chamou um analista. A mais importante é o depósito que permitirá compensar, em grande parte,  as perdas dos pequenos investidores.


De uma assentada, o banco reforça o capital e livra-se de um pesado encargo em juros que lhe castigava a rentabilidade. Financiar-se no BCE e nos depósitos sai bem mais barato. Fica aberta a via para os americanos tomarem, enfim, conta do banco. Até ao dia em que surgir uma oferta generosa o suficiente para os convencer a ir para outras paragens. Afinal, é só esse o seu compromisso.  
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mais votado geo@geopress.org 27.07.2017

E se os novos donos da Banca fosse a Fundação Geolíngua? – Ver no Google a palavra Endoeconomia. - Pois é, imaginem a seguinte situação: algum jornalista do Grupo Impressa (Expresso, SIC, Exame, Visão ...) resolve rê entrevistar o Roberto Moreno em 2017, no âmbito das entrevistas realizadas com o mesmo pelo Expresso em 1996, pela SIC em 1997, pela Exame em 2005 e, pela não entrevista na Visão, mas, citado pelo JL no âmbito da efeméride 8 Séculos da Língua Portuguesa, em 2014 - projeto roubado do autor Roberto Moreno, por uma certa “Senhora” e que diz que o Pinto Balsemão a “apoia”!? Corre em Tribunais ações neste âmbito. - Imaginem se o Nicolau Santos, por exemplo, resolve publicar o material que lhe tem sido enviado e fornecido ao vivo, desde há mais de 1 década, e, esta em “Segredo dos Deuses e/ou se calhar da Justiça”!? – Pois é meus amigos, creio que seja uma boa oportunidade de o Grupo Impresa, via os seus “profissionais” em jornalismo, pararem de ignorar o Roberto Moreno.

comentários mais recentes
JOSE 27.07.2017

Graças a Deus que o Berloque e o Jerónimo estão no poder. Os capitalistas portugueses preferem colocar em offshores do que investir na tugalandia. O Jerónimo e a esganiçada que invistam na banca!

Anónimo 27.07.2017

ó andré veríssimo e a cofina que detém este jornaleco vende o quê? filmes pornográficos na cmtv?

surpreso 27.07.2017

"Surpresa" não lês o Expresso,não vês a Sic,imbecil?

Surpresa ! é a de um qualquer 27.07.2017

Surpreso imbecil escrever que a Impresa (de Pinto Balsemão) dar a mão ao PS. Quereria dizer PSD e faltou-lhe o S. Ou será estupidez e má fé só para confundir.

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