Raquel Godinho
Raquel Godinho 12 de julho de 2018 às 21:11

Citi vê oportunidade na queda do petróleo

Apesar das quedas expressivas da matéria-prima a meio da semana, o Citigroup acredita que não há razões para pânico.

O petróleo viveu, esta quarta-feira, a pior sessão em quase sete anos. Caiu 7% em Londres. Um desempenho que a maioria dos analistas acreditou estar relacionado com o escalar das tensões comerciais entre os EUA e a China, mas que o Citigroup defende que foi intensificado pela negociação através de máquinas. E, por isso, representa uma oportunidade de compra para os investidores. Os analistas do banco de investimento acreditam que os fundamentais continuam a ser favoráveis para a matéria-prima e que há riscos do lado da oferta que vão impulsionar os preços. Na base desta estratégia está a convicção de que a tensão na Líbia não está resolvida e que o impacto das novas sanções americanas sobre as importações iranianas será relevante. Além disso, os furacões nos EUA também podem afectar as exportações americanas. Quanto à procura, esta deverá aumentar em dois milhões de barris por dia, estimam os analistas do banco de investimento. Portanto, apesar das quedas expressivas da matéria-prima a meio da semana, o Citigroup acredita que não há razões para pânico. Até pode não haver, mas este desempenho negativo já levou a perdas em Wall Street e foi prolongado na última sessão.

 

Jornalista

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