Raquel Godinho
Raquel Godinho 01 de agosto de 2018 às 20:58

Há quem veja o petróleo nos 120 dólares por barril

O petróleo fechou o mês de Julho com a maior queda mensal em dois anos. Um desempenho negativo que foi sobretudo justificado pelo agravar das tensões comerciais entre EUA e China e pelo aumento de produção de países com Arábia Saudita e Rússia.

Mas há quem acredite que este desempenho negativo não deverá ter continuidade e que os preços podem mesmo disparar. É o caso do UBS que atribuiu uma probabilidade entre 20% e 30% de os preços chegarem aos 120 dólares por barril nos próximos seis a 12 meses. Uma nota de investimento citada pela agência Bloomberg revela que esta cotação pode ser atingida num cenário de problemas na oferta em vários países e sanções ao Irão. E terá efeitos nos mercados globais: "Nos episódios anteriores de grandes choques na oferta de petróleo, as acções mundiais desceram cerca de 15% em média, mas recuperaram em seis meses." A "high yield" e a dívida dos mercados emergentes também foram afectados e o dólar subiu inicialmente. Ainda assim, o cenário base do banco de investimento é de que os preços atinjam os 85 dólares nos próximos três a 12 meses. E a maioria das estimativas coloca o petróleo pouco acima dos 60 dólares no segundo trimestre de 2019.

 

Jornalista

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