Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 16 de agosto de 2018 às 09:30

Não há crise de confiança nas acções dos EUA 

2018 está a ser tudo menos um ano calmo para as acções. Ao contrário do que se esperava no final de 2017, a negociação tem sido marcada por vários desafios, que levaram a volatilidade a disparar.

Mas, enquanto os mercados emergentes e europeus têm sofrido com as oscilações provocadas por questões como a guerra comercial, as acções norte-americanas continuam a negociar próximas de recordes. E os investidores têm demonstrado que mantêm a confiança nas bolsas norte-americanas.

De acordo com o último inquérito realizado pelo Bank of America Merrill Lynch junto de investidores, citado pela agência Bloomberg, a exposição a acções dos EUA disparou dez pontos percentuais, para uma posição que está a sobreponderar o mercado em 19%.

Trata-se do valor mais elevado desde 2015 e coloca os EUA como o mercado accionista preferido dos investidores pela primeira vez em cinco anos. De acordo com o mesmo documento, 67% dos investidores consideram que os EUA são a região onde as empresas estão mais bem posicionadas para apresentar bons resultados. Já as grandes tecnológicas continuam a ser as empresas preferidas dos investidores.

Apesar dos riscos nos mercados, nos EUA ainda não há uma crise de confiança.

 

Jornalista

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