Alexandra  Machado
Alexandra Machado 13 de outubro de 2014 às 20:40

Pires de Lima critica o que Passos elogiou

6 de Maio o Negócios escrevia: "O dia é histórico. A PT deixou de ter Portugal". Os activos da PT Portugal passavam, nessa data, a ser detidos pelo Brasil. Pela Oi. E foi esse o dia em que a PT, tal como a conhecíamos, acabou. Passou para as mãos de uma empresa internacional. A PT Portugal vai voltar a mudar de mãos. E surgem agora os alertas. Mas a PT já não era dona do seu destino.

 

Uma história que termina mal. Muito mal. Sem vencedores. Só vencidos. É uma história ligada ao BES e ao fim do BES. Um dano colateral. Dos pesados.  E, claro, de fácil ataque. Agora.

 

"Um exemplo chocante de destruição de valor" e de uma gestão "capturada por interesses particulares de um accionista" e "submissa a interferências políticas". Palavras de Pires de Lima, ministro da Economia,  ao Expresso, que acrescentou: "Um exemplo muito, muito mau", dominada por gestores "com estatuto de inimputabilidade", que são "especialistas em compra de prémios internacionais". Pires de Lima até pode ter razão, mas  o Estado soube aproveitar sempre muito bem a gestão da PT. É verdade que foi este governo que acabou com a "golden share", porque lhe foi imposto, e que este foi o Governo que menos se aproveitou da PT.

 

Mas o peso do BES na PT era conhecido e noticiado. A diferença é que agora correu mal. A Sonae fartou-se de falar desses interesses - e não foi só agora -; os trabalhadores da PT fartaram-se de alertar para os chorudos dividendos pagos aos accionistas.

 

Sinais de alerta que  o ministro da Economia diz que não soaram. E até o próprio primeiro-ministro não se coibiu de declarar, na cerimónia de lançamento da primeira pedra do centro da Covilhã (em Outubro de 2011): "Temos muito orgulho na forma como a PT tem vindo a ser gerida". 

 

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