Trading Atlantia desvaloriza 29% desde queda de viaduto em Génova e arrasta sector

Atlantia desvaloriza 29% desde queda de viaduto em Génova e arrasta sector

Continuam a fazer-se sentir os efeitos do colapso do viaduto na cidade de Génova na negociação das acções da Atlantia que, desde o passado dia 14 de Agosto, acumulam já uma desvalorização próxima de 30%. Esta segunda-feira, os títulos da cotada já chegaram a recuar 10%.
Atlantia desvaloriza 29% desde queda de viaduto em Génova e arrasta sector
David Santiago 20 de agosto de 2018 às 15:18

As acções da Atlantia estão a recuar 8,27% para 17,74 euros depois de esta manhã já terem chegado a afundar 9,98% para 17,41 euros, um valor muito próximo do mínimo de mais de quatro anos registado no passado dia 16 de Agosto. Os títulos da cotada na bolsa milanesa estão a ser pressionados pela possibilidade de nacionalização da gestão das auto-estradas transalpinas.

Depois do colapso do viaduto Morandi na terça-feira, dia 14 de Agosto, na cidade de Génova, e que causou 43 mortos e vários feridos, a Atlantia, holding que controla a empresa Autostrade per l’Italia, que é, por sua vez, responsável pela gestão das auto-estradas transalpinas, já perdeu 28,97% do seu valor em bolsa para uma capitalização bolsista próxima de 14,7 mil milhões de euros (valor que compara com os 16 mil milhões registados no fecho da negociação na bolsa de Milão na sexta-feira).

No entanto, a contribuir para as quedas desta segunda-feira estão as mais recentes declarações do ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, que este domingo assegurou que o Executivo transalpino vai avançar com medidas com vista à nacionalização da gestão das auto-estradas do país cuja concessão está a cargo da Autostrade per l’Italia.

No sábado, a Atlantia anunciou que vai alocar 500 milhões de euros para a reconstrução da ponte que ruiu na semana passada bem como das casas atingidas, sendo que tal verba servirá ainda para atribuir compensações financeiras às famílias das vítimas.


Analistas entretanto consultados pela imprensa económica italiana sustentam hoje que a retirada das concessões a cargo da Autostrade per l’Italia irá criar incerteza no sector da gestão de infra-estruturas rodoviárias na Itália, o que está também a contribuir para a negociação em baixa de outras cotadas com operações análogas. É o caso da Autostrade Meridionali (-2,96% para 26,20 euros), da SIAS (-4,40% para 11,95 euros) e da ASTM (-2,68% para 17,44 euros).

 



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