Trading Guerra Comercial? Goldman recomenda aposta nas matérias-primas

Guerra Comercial? Goldman recomenda aposta nas matérias-primas

O Goldman Sachs defende que a maioria das "commodities" não será afectada pela guerra comercial e que depois das quedas recentes, está é uma boa altura para comprar.
Negócios com Bloomberg
Negócios com Bloomberg 05 de julho de 2018 às 14:07

As matérias-primas foram dos activos mais penalizados nos mercados com os receios relacionados com a guerra comercial. Mas o Goldman Sachs tem uma visão contrária à da maioria dos analistas e está a recomendar aos seus clientes que apostem nas "commodities" para aproveitar as quedas recentes.

Uma guerra comercial entre os Estados Unidos e vários blocos económicos, como a China e a União Europeia, faz antever um declínio no consumo de matérias-primas a nível global. Daí que as cotações tenham sofrido nas últimas semanas.

O Goldman Sachs, que tem nos últimos tempos adoptado uma visão optimista para as matérias-primas, defende que a maioria das "commodities" não será afectada pela guerra comercial e que depois das quedas recentes, está é uma boa altura para comprar.

O banco de investimento destaca a aposta na valorização do petróleo e antecipa um retorno de 10% para as matérias-primas nos próximos 12 meses, prevendo uma desvalorização do dólar. Em Junho o Bloomberg Commodity Index sofreu a maior queda desde meados de 2016, com as perdas mais fortes a serem protagonizadas pelo cobre e pela soja.

"O impacto da guerra comercial no mercado das matérias-primas vai ser muito diminuto, com a excepção da soja, onde não será possível uma completa alteração dos fornecimentos", referem os analistas do Goldman, numa nota citada pela Bloomberg. "Tal é consistente com a visão dos nossos economistas de que o impacto macro-económico será provavelmente muito pequeno", acrescentam.

"Apesar de as ‘commodities’ manterem o estatuto da classe de activos com melhor desempenho em 2018, o mês de Junho representou um recuo considerável devido à descida da procura nos mercados emergentes, receios relacionados com a guerra comercial e o acordo na OPEP para aumentar a produção", refere o Goldman, salientando que "todas estas preocupações foram sobrestimadas. Até a soja, que é a matéria-prima mais exposta à guerra comercial, tem agora uma recomendação de ‘comprar’".

 

O banco tem adoptado este ano uma perspectiva muito positiva para as matérias-primas, considerando que a evolução positiva da economia global justifica que o optimismo esteja no nível mais elevado desde 2008.

Contudo, outros bancos de investimento internacionais não têm uma visão tão optimista. O Morgan Stanley, por exemplo, alertou nos últimos dias que uma escalda das tensões comerciais e um abrandamento da economia chinesa poderão travar o consumo de matérias primas, o que terá reflexo nas cotações.  

 


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