Trading Morgan Stanley recomenda cautela nas bolsas e aposta nas acções defensivas

Morgan Stanley recomenda cautela nas bolsas e aposta nas acções defensivas

Os analistas do Morgan Stanley antecipam que o crescimento dos resultados das cotadas já atingiu o pico, pelo que projectam uma descida das “yields” das obrigações soberanas dos EUA a 10 anos.
Morgan Stanley recomenda cautela nas bolsas e aposta nas acções defensivas
Reuters
Negócios 09 de julho de 2018 às 17:06

O Morgan Stanley perspectiva uma fase menos positiva nos mercados accionistas e por isso está a recomendar aos clientes nos Estados Unidos que apostem nas acções defensivas e reduzam a exposição ao sector tecnológico, que em 2018 tem registado um dos melhores desempenhos.

 

As bolsas norte-americanas têm registado uma prestação negativa nas últimas semanas devido aos receios com o impacto da guerra comercial e, apesar da recuperação das últimas sessões, o banco de investimento antecipa que o actual "rally" não tem pernas para andar.

 

Daí a recomendação para os clientes canalizarem os investimentos para acções mais defensivas como é o caso das telecomunicações, bens de consumo e utilities.

 

Numa nota de research emitida esta segunda-feira, que está a ser citada pelo Financial Times, os analistas do Morgan Stanley antecipam que o crescimento dos resultados das cotadas já atingiu o pico, pelo que projectam uma descida das "yields" das obrigações soberanas dos EUA a 10 anos.   

"Temos destacado durante todo o ano que 2018 será um importante ano de transição, resultando numa rotação agressiva para sectores mais defensivos. Essa altura chegou e sugere que os índices de acções dos EUA também estão em risco", referem os analistas do banco de investimento.

Certo é que os mercados dão sinais de que essa rotação terá já iniciado, dado que os sectores defensivos (bens de consumo e imobiliário) lideraram os ganhos no S&P500 em Junho, enquanto as tecnológicas e financeiras foram as que mais caíram.

 

Na mesma nota de "research", o banco de investimento assinala alguma preocupação com a excessiva valorização das "small caps", que beneficiaram com o facto de os investidores estarem a sair das cotadas de maior dimensão devido ao facto de serem mais penalizadas com os efeitos da guerra comercial. "Tal faz sentido, mas duvidamos que as ‘small caps’ fiquem imunes ao impacto económico negativo de uma escalada nas tensões comerciais".



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