Trading Negócio de trading em Wall Street a caminho do melhor ano desde 2011

Negócio de trading em Wall Street a caminho do melhor ano desde 2011

Os escritórios de negociação de acções de Wall Street poderão estar prestes a marcar um ponto de viragem do pós-crise, com as receitas a caminho de registarem o melhor valor desde 2011. É o que mostram os resultados do segundo trimestre dos grandes bancos norte-americanos.
Negócio de trading em Wall Street a caminho do melhor ano desde 2011
Negócios 19 de julho de 2018 às 11:29

Os ganhos nas receitas com a actividade de trading, que nalguns casos ascendem a 17%, ajudaram o JPMorgan Chase, Bank of America, Goldman Sachs e Morgan Stanley a superarem as expectativas do mercado, refere a Reuters.

 

O Citigroup foi o único dos grandes bancos que já divulgaram as contas do segundo trimestre que reportou uma menor receita com a actividade de trading, tendo justificado este desempenho com os desafios nos mercados obrigacionistas.

 

Estes cinco bancos de Wall Street geraram perto de 44 mil milhões de dólares em receitas de trading durante a primeira metade deste ano, valor que corresponde a um máximo de sete anos quando ajustado aos itens não recorrentes, declarou à Reuters um analista de banca da Autonomous Research, Guy Moszkowski.

 

"Tem havido muito mais volatilidade (…), mas a tese é a de que os clientes ainda vão tornar-se mais activos", comentou o mesmo estratega.

 

Já os executivos da banca têm manifestado fortes expectativas de que as condições para uma actividade de trading robusta persistam.

 

A escalada de tensões entre os EUA e os seus principais parceiros comerciais, a par com a probabilidade de a Reserva Federal norte-americana voltar a subir os juros directores em Setembro, poderá levar os investidores a protegerem as suas carteiras ou a aproveitarem oportunidades que surjam, consideram os mesmos executivos.

 

"Apesar da persistência de riscos económicos e geopolíticos, o panorama continua a ser construtivo", comentou esta semana o director financeiro do Goldman Sachs, Marty Chavez, aos analistas do sector.

 

Segundo Chavez, a valorização do dólar, a subida dos preços do petróleo e as variações nos juros da dívida foram factores que impulsionaram a subida de 24% das receitas de trading no Goldman.

 

Já Marianne Lake, directora financeira do JPMorgan, apontou a volatilidade nos mercados emergentes e na dívida soberana europeia como factores-chave para explicar o aumento de 13% da facturação do banco na área de trading.



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