Trading Porque é que os executivos estão mais preocupados com a Amazon que com Donald Trump?

Porque é que os executivos estão mais preocupados com a Amazon que com Donald Trump?

A gigante Amazon está a tornar-se uma ameaça em muitos sectores e está a tirar o sono aos empresários.
Porque é que os executivos estão mais preocupados com a Amazon que com Donald Trump?
Bloomberg
Mariana Adam Bloomberg 01 de agosto de 2017 às 12:54

A Bloomberg analisou, ao longo dos últimos três meses, o número de referências em "conference calls", apresentação de resultados e outros eventos empresariais e constatou que a Amazon é de longe a maior preocupação dos executivos norte-americanos.


Apesar de toda a agitação na Casa Branca, a dor de cabeça dos empresários é a empresa de comércio electrónico, que foi referida 635 vezes enquanto o tema Donald Trump ocupou o segundo lugar, mas sendo referido apenas 162 vezes. Já a eterna questão dos salários foi discutida 111 vezes, neste período.

Esta tendência foi ainda mais evidente nos últimos 30 dias, com a Amazon a ser referida 165 vezes, em comparação com 32 de Donald Trump e 22 incidências quanto a salários.

A expansão do gigante do retalho on-line está a tirar o sono aos empresários, numa altura em que a Amazon é encarada como forte concorrente em vários sectores, do sector alimentar, ao tecnológico e até no cinema. Os resultados desta análise levam a Bloomberg a afirmar: "é seguro dizer que a América corporativa tomou conhecimento - e está cada vez mais preocupada - com a concorrência".


Grande parte das conversas onde há registo da menção à Amazon está de facto relacionada com a expansão para novas linhas de negócio. A anunciada entrada da empresa de Jeff Bezos no ramo dos produtos alimentares com a compra da Whole Foods Market foi um dos temas quentes. A Bloomberg dá o exemplo de uma conferência da McDonald's Corp, no segundo trimestre deste mês, onde o CEO Steve Easterbrook falou deste negócio que para ele representa um exemplo de como a indústria alimentar está em transformação: "Este negócio apenas demonstra o quão disruptivo é o mundo dos negócios e a rapidez com que ele se move".

 

A Amazon é uma das maiores empresas do mundo, com um valor de mercado de 500 mil milhões de dólares e a cada dia que passa é encarada como concorrente em várias frentes o que pressiona também o rumo das acções. Um dia depois, do anúncio da Amazon para a compra da Whole Foods, a cadeia de supermercados norte-americana Kroger perdeu mais de 9% em bolsa. As descidas foram quase generalizadas no sector: a Walmart perdeu quase 5%, a Costco cedeu mais de 7% e a Target caiu 5%. 

 

Outras das referências ocorre devido às várias parcerias que a Amazon tem estabelecido. Para ilustrar este caso, a Bloomberg cita Mark Parker, CEO da  Nike, em Junho na apresentação de resultados, a revelar que a famosa marca desportiva vai começar a ser vendida pela Amazon.


O optimismo em relação à toda poderosa Amazon fez com que mesmo que temporariamente Jeff Bezos ter conseguido destronar Bill Gates no topo dos ranking dos mais ricos do planeta,uma lista actualizada em tempo real relacionada com a valorização das acções. No último ano, as acções da Amazon cresceram cerca de 40%, o que aumentou a fortuna de Jeff Bezos em milhares de milhões de dólares.


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