Banca & Seguros Desmaterializar processos é abrir portas a novos negócios

Desmaterializar processos é abrir portas a novos negócios

Os pagamentos são uma peça-chave da transformação digital das empresas. Portugal tem conseguido marcar posição no lançamento e na adesão a serviços nesta área e continua a fazer esse caminho.
Desmaterializar processos é abrir portas a novos negócios
C-Studio 17 de abril de 2017 às 12:36

A SIBS tem dado o mote para os maiores saltos tecnológicos a este nível no plano nacional e defende que há ainda muito espaço para evoluir. "A importância crescente da economia digital tem vindo a ser acompanhada por uma evolução da oferta dos pagamentos, particularmente na área de pagamentos móveis e ‘wallets’ digitais, em que poderemos esperar as maiores inovações tecnológicas nos próximos anos", defende João Luís Baptista, CIO da empresa.

 

Na perspectiva deste responsável, o comércio físico e digital enfrenta neste momento um "período pleno de desafios" que obriga quem está no mercado a procurar continuamente novas respostas para questões que também se vão renovando.

Nessa linha, o MB Way é uma das propostas mais recentes da SIBS para endereçar as transformações do mercado e as necessidades de consumidores e empresas face a novos canais de comunicação e vendas, como o telemóvel ou as lojas online.

 

Compatível com cartões de 14 bancos, o serviço permite fazer compras e transferências através do smartphone ou do tablet, confirmando a operação apenas com recurso ao número de telemóvel. Hoje soma 230 mil utilizadores e continua a evoluir para novas funcionalidades. Já integra o MB Net, uma solução criada também pela empresa portuguesa para pagar compras feitas na internet sem usar dados bancários e em breve vai servir para levantar dinheiro no Multibanco, sem cartão, recorrendo apenas ao telemóvel.

 

"É a evolução natural do Multibanco para o online e em mobilidade, e funciona como mais um canal para os consumidores fazerem as suas operações financeiras", defende João Luís Baptista, CIO da SIBS.

 

A SIBS admite que pela inovação este tipo de serviços tem um ritmo próprio de entrada no mercado e há uma curva de aprendizagem que é preciso fazer evoluir, mas vê como inevitável a adopção deste tipo de soluções para fazer face às necessidades criadas por novos serviços digitais. "Acreditamos que o mercado nacional vai evoluir, no sentido de uma crescente utilização de meios de pagamento electrónicos em substituição do dinheiro. Trata-se de um processo geracional de transformação de hábitos, que se tem vindo a verificar e acreditamos que está a acelerar, com o consumidor cada vez mais digital e social", acrescenta João Luís Baptista.

 

A empresa que criou e gere a rede Multibanco e a plataforma de suporte às transacções financeiras realizadas por todas as entidades públicas ou privadas no país dá suporte a mais de 7 milhões de operações diárias, cerca de 2,5 mil milhões por ano. Tem mais de 300 milhões de utilizadores em todos os serviços fornecidos pelo grupo e converteu-se num dos maiores processadores de pagamentos na Europa e em África, com presença em mais de 10 mercados.

 

A rede Multibanco transformou-se numa das mais seguras do mundo, com um nível de fraude sete vezes inferior à média europeia e é um dos grandes exemplos de adaptação à digitalização progressiva dos serviços. Foi lançada para facilitar levantamentos e hoje suporta mais de 90 operações, a grande maioria inventada pela SIBS, como é o caso do carregamento do telemóvel. Na lista de serviços que chamou a si estão outros contributos para a desmaterialização de processos, como a emissão de licenças de caça e pesca, o pagamento de impostos ou a aquisição de bilhetes para transportes.  



O papel do CIO na transformação digital


A empresa que gere o processamento e as soluções de pagamento do grupo, a SIBS Forward Payment Solutions (SIBS FPS), conta com uma equipa de TI com 650 pessoas, que asseguram a base da actividade da empresa, monitorizando e suportando os processos de transacções em ATM, terminais de pagamento automático, canais online e telemóveis.


O homem que comanda as tecnologias da informação no grupo, recentemente distinguido como CIO do ano por uma das maiores comunidades europeias de CIO (Chief Information Officers), a CIONET, defende que a "transformação digital representa uma oportunidade para as empresas se redefinirem interna e externamente, assim como ao seu portefólio de produtos e serviços e atingirem novos patamares de produtividade".


"A transformação digital, para empresas e utilizadores, deve ser o mais intuitiva e simples possível", João Luís Baptista.

Olha para o tema como "mais do que uma mera tendência tecnológica" e não tem dúvidas de que está hoje "no centro das estratégias de negócio, aplicando-se a todas as industrias e mercados".

 

Acredita que, neste processo, o "CIO deve ter a responsabilidade de motivar as empresas para recursos e sistemas que as tornem mais competitivas, ao diminuir custos e tempos de actuação", trabalhando de "forma articulada com quem define a estratégia da empresa e pode priorizar a tecnologia e a inovação, ou seja, o CEO". Ao seu lado, deve assegurar as necessidades operacionais e "contribuir para a definição da estratégia digital da empresa, propondo e identificando novas soluções".

 

O responsável admite que o processo tem vários desafios e defende que a melhor forma de os endereçar passa por seguir duas regras fundamentais: simplificar e antecipar.

 

No caso da SIBS, a grande prioridade tem passado por tentar entender o "novo" consumidor. "Um consumidor cada vez mais digital e que espera ser capaz de fazer compras e realizar pagamentos através de qualquer equipamento, em qualquer lugar e a qualquer hora." Nessa tarefa, a capacidade de comunicação das empresas será hoje determinante: "Têm de saber como comunicar através dos diversos canais existentes de uma forma simples e conveniente, e ao mesmo tempo adaptar as mensagens às suas necessidades e à sua estratégia."


Números da SIBS em Portugal

90 operações disponíveis no Multibanco
230 mil utilizadores  MB Way
7 milhões de operações diárias
2,5 mil milhões de operações por ano em ATM.