Banca & Seguros O caminho digital da banca

O caminho digital da banca

Quais são os "must do" que o sistema financeiro enfrenta no campo da digitalização e da transformação digital? Deixamos algumas estratégias a seguir.
O caminho digital da banca
Negócios 29 de março de 2017 às 12:37

A transformação digital tem vindo a ser adoptada pela banca mais tradicional que se viu confrontada com um conjunto de desafios trazidos pela modernização tecnológica, por clientes mais atentos e exigentes e pelas denominadas Fintech que entraram no mercado dispostas a reclamar para si uma posição de destaque.

 

No sentido de conseguir dar uma resposta cabal, num mercado altamente competitivo, a banca tradicional deve abraçar uma efectiva estratégia de transformação digital, disponibilizando aos seus clientes opções de serviço que vão desde a banca no telemóvel à automação, passando por aconselhamento online ou internet "banking".

 

A realidade é que, segundo dados de um estudo da McKinsey, referente a 2016, "o aparecimento de inovadores digitais no campo dos serviços financeiros acabou por se revelar uma verdadeira ameaça aos modelos de negócio da banca mais tradicional".

 

O mesmo relatório refere ainda o facto de os clientes estarem agora muito mais dispostos a trocar de banco sendo que os mais "vulneráveis" e aptos a deixarem-se encantar pelas novas Fintech são os clientes da geração "millennial", os pequenos negócios e os consumidores tradicionais mais mal servidos.

 

No sentido de iniciarem a sua caminhada rumo ao mundo digital, eis cinco passos que a banca tradicional deve obrigatoriamente dar com o intuito também de ir ao encontro das "novas necessidades" dos seus clientes:

 

Dizer sim ao conceito de mobilidade

 

As aplicações móveis associadas aos serviços bancários vieram para ficar e são uma opção cada vez mais procurada pelos clientes daquelas instituições financeiras. A banca tradicional não pode ficar alheia a esta realidade sendo que são já vários os exemplos de bancos que estão a tirar partido deste tipo de soluções para melhorar a qualidade do serviço ao cliente. Um bom exemplo, neste campo, chega-nos do continente americano onde o Bank of America reconhece que 20% das suas vendas totais do terceiro trimestre de 2016 eram digitais e 27% dessas chegaram a partir de plataformas móveis.

 

Segurança no centro das atenções

 

O facto de abraçar o conceito de mobilidade implica atenção redobrada em outras vertentes como é, desde logo, o caso da segurança. Na realidade, cabe ao banco trabalhar com uma plataforma de segurança móvel adequada com capacidade para garantir segurança multicamadas em termos de hardware e software, por exemplo, ou de integrar de forma segura e transparente com sistemas de gestão de equipamentos móveis.

 

 

Automação é palavra de ordem

 

Ao contrário das Fintech, cuja capacidade de disponibilizar processos "end-to-end" totalmente digitais está assegurada, no caso da banca tradicional isso ainda raramente se verifica. O "handicap" aqui é evidente já que o cliente procura cada vez mais o conceito digital em detrimento dos processos mais tradicionais.

Assim sendo, a banca tradicional deverá apostar numa automação dos processos, por exemplo, através de soluções de inteligência artificial.

 

Gamificação

 

Os conceitos e as estratégias de jogo aplicados à finança. É disto que se trata no âmbito da gamificação, um conceito que integra interfaces divertidos, melhorando a experiência do utilizador e a sua jornada enquanto cliente.

 

A lição das Fintech

 

A PayPal foi, talvez, a primeira das denominadas empresas Fintech a surgir no mercado, no "distante" ano de 1998. A partir daí, não mais pararam de aparecer no mercado empresas suportadas em plataformas digitais e vocacionadas para disponibilizar serviços financeiros que a banca mais tradicional teimava em não colocar neste tipo de plataformas.

No sentido de não perder o comboio da inovação e a "batalha" pelo mercado, os bancos tradicionais devem ter a capacidade de aprender com os seus erros e com os bons exemplos que as Fintech deixam "para trás".