Banca & Seguros Três planos para bancos que se querem digitais

Três planos para bancos que se querem digitais

Aprender com as Fintech pode ser meio caminho andado para a banca tradicional se manter activa num mercado em profunda transformação. Deixamos três ideias para outras tantas estratégias a seguir.
Três planos para bancos que se querem digitais
Negócios 03 de abril de 2017 às 13:20

O nome nasceu da junção de outras duas palavras – finanças e tecnologia – e há quem atribua a origem do termo a um programa de aceleração de start-ups originário de Nova Iorque.

 

Com o tempo, o conceito Fintech passou a designar o segmento das start-ups que produzem inovação na área dos serviços financeiros, mas recorrendo sempre a processos baseados em tecnologia. São empresas que criam novos modelos de negócio, em áreas tradicionalmente associadas à banca como a conta à ordem, os cartões de crédito e débito, os empréstimos pessoais e corporativos, os pagamentos, os investimentos ou os seguros, entre várias outras.

 

Contas feitas, as Fintech assumiram já uma identidade muito própria e estão no mercado para dar luta à banca tradicional que enfrenta agora o grande desafio de retirar daqui algumas lições para o futuro. Deixamos três ideias para outras tantas estratégias a seguir:

 


1. Agilidade, agilidade, agilidade

 

É talvez uma das ideias mais sublinhadas quando se fala das start-ups que estão a invadir o sistema financeiro. As Fintech são empresas que já nasceram na era digital, totalmente suportadas na mais recente tecnologia, cujas estruturas são menores, mais leves e, consequentemente, muito mais ágeis. Resultado: conseguem focar-se no problema e resolvê-lo com maior facilidade. Ao contrário, a banca tradicional sucumbe ao peso das suas estruturas pesadas, de anos e anos de um "modus operandi" que se coaduna muito pouco com os desafios que enfrenta actualmente.

 

 

2. Uma nova forma de fazer negócio

 

As Fintech trazem consigo uma nova forma de fazer negócio; uma outra maneira de os tirar do papel e de os financiar. Até há bem pouco tempo, antes de se abrir uma empresa, era necessária uma deslocação ao banco local para conseguir um empréstimo ou ter a sorte de contar com um investidor; o acesso a cartões, como os de crédito, dependia igualmente da abertura de conta.

 

As Fintech abriram agora portas a novas formas de financiamento como o "crowdfunding" ou ainda aos meios de pagamento "mobile" e serviços de transferência de dinheiro suportados em plataformas digitais, provocando uma verdadeira revolução na forma como os pequenos negócios se podem financiar, internacionalizar ou dispor de opções de pagamento.

 

Neste último caso, empresas como o PayPal permitem assegurar novas e mais fáceis formas de pagamento, de e para qualquer lugar, tornando bem mais simples tudo aquilo que são operações de pagamento e facilitando consideravelmente a manutenção de um qualquer negócio.

 

3. "Millennials" são aposta ganha

 

São os trabalhadores da nova geração, mais informados, mais tecnológicos e menos formatados de acordo com aquelas que eram as regras tradicionais de emprego no tempo dos seus avós.

 

Levar os "millennials" para dentro da banca e, acima de tudo, ouvir as suas opiniões pode ser a chave para estas organizações entenderem a melhor forma de se posicionar e preparar para as mudanças que estão ao virar da esquina. Inovar não significa apenas integrar novas tecnologias, mas também evitar burocracias e hierarquias e envolver todos os funcionários da empresa no processo de desenvolvimento e inovação de novos negócios e serviços.



60%
Percentagem de bancos disponíveis
para estabelecer uma aliança com
uma Fintech, segundo dados da IDC.

Um em cada quatro
É o número de bancos disponíveis
para comprar uma Fintech.