Transformação Digital A importância de criar uma boa ferramenta de comunicação interna

A importância de criar uma boa ferramenta de comunicação interna

A forma como funcionários e entidade patronal se relacionam tem vindo a mudar também devido às novas ferramentas tecnológicas colocadas ao dispor de ambas as partes. O Portal de Empregado é uma delas.
A importância de criar uma boa ferramenta de comunicação interna
C-Studio 02 de janeiro de 2018 às 10:42

A transformação digital é um processo que veio para ficar e que é já, hoje em dia, responsável por profundas alterações na forma como trabalhamos, vivemos e nos relacionamos com os outros e com a sociedade nas suas diversas dimensões.

 

Uma realidade que impactou ainda com maior relevância tudo o que tem a ver com as empresas, a sua forma de laborar e o relacionamento diário entre funcionários e a própria entidade patronal.

 

Estas mudanças sentem-se, desde logo, ao nível da gestão dos processos internos e, igualmente, do aumento da autonomia dos próprios empregados, uma maior autonomia que obrigou as empresas a criarem os seus "workplaces" digitais. Falamos de espaços necessariamente eficientes, suportados em plataformas digitais e com capacidade para se adaptarem de forma rápida e eficaz à transformação que diariamente acontece.

 

Dizem os especialistas que, se as organizações optarem por ser mais flexíveis, podem beneficiar de claras vantagens como o facto de terem colaboradores muito mais motivados. Os profissionais mais felizes são, por norma, mais produtivos. De resto, conforme indicam estudos realizados pela Harvard Business Review e a Gallup, os profissionais mais felizes faltam, em média, menos 15 dias do que os seus colegas e as empresas mais felizes geram entre 30% a 40% mais negócio. Contas feitas, no que diz respeito à felicidade, ganham os funcionários e também as suas entidades patronais.

 

Motivos mais do que suficientes para percebermos que as empresas devem olhar para a felicidade profissional como um conceito estratégico na sua gestão interna e na gestão dos próprios recursos humanos.

 

Neste campo, uma das grandes tendências actuais surge associada à Intranet 2.0, ou seja, em vez de as empresas apresentarem apenas páginas estáticas com informação e sem qualquer tipo de interacção, devem optar antes por blogues interactivos, pela possibilidade de envio de mensagens instantâneas e por assegurar a criação de espaços de comentários aos quais são dadas as respectivas respostas no menor espaço de tempo possível; devem, no fundo, assegurar a existência dos denominados Portais do Colaborador.

 

Uma mudança que deverá servir os novos "millennials", profissionais que começam a entrar no mercado de trabalho trazendo consigo renovadas exigências e objectivos. São profissionais que procuram, no seu local de trabalho, utilizar ferramentas mais colaborativas e directas que fomentem o seu relacionamento profissional a todos os níveis. Não será, por isso, de estranhar que vários especialistas defendam a necessidade de os colaboradores começarem a ser encarados pelas empresas não apenas como "simples" funcionários, mas antes, e acima de tudo, como importantes "players" com um estatuto semelhante ao dos clientes.

 

Em todo o processo de construção de um portal deste género, é importante considerar também quais as funcionalidades mais relevantes tendo em conta a empresa em si e os seus funcionários, trabalhando-se assim na obtenção do melhor ROI possível.

 

Na verdade, os melhores portais são aqueles que necessitam do menor número possível de recursos para serem geridos ao mesmo tempo que asseguram um maior impacto e eficiência em todas as suas vertentes. Devem ser espaços com os quais os recursos humanos se sentem cómodos e que adoptem sem medos, dando "feedback" suficiente para que a entidade patronal perceba que tipo de ferramentas está em falta e que os possa sempre melhorar. Naturalmente, o saldo final do portal depende de um conjunto de variáveis sempre associadas à realidade da empresa, mas, na larga maioria dos casos, os benefícios superam largamente o investimento realizado.

 

 

Três características essenciais neste tipo de portais

1. Acessibilidade;
2. Conteúdos relevantes;
3. Interactividade e bidireccionalidade.