Transformação Digital “Big data”: uma mais-valia para o negócio

“Big data”: uma mais-valia para o negócio

Saber trabalhar o enorme volume de dados que existe dentro de uma organização revela-se meio caminho andado para assegurar uma melhor gestão do negócio e resultados mais promissores.
“Big data”: uma mais-valia para o negócio
C-Studio 02 de agosto de 2017 às 14:38
Dizem os especialistas que a informação poderá muito bem ser considerada o novo petróleo do século XXI. Na verdade, as organizações que conseguirem tirar partido do enorme fluxo de dados que todos os dias circula pela rede mundial e, internamente, dentro de portas terão em mãos algo bem mais valioso do que o combustível.

Mas o segredo passa, exactamente, por saber trabalhar este grande fluxo de dados criado diariamente no sentido de acrescentar valor ao negócio. E, se há alguns anos a "acumulação" de dados era considerada pelas organizações apenas como um custo, hoje em dia já não será de todo assim.

Mas a geração de valor relativamente aos dados só poderá acontecer se for considerado um conjunto de etapas de um processo mais longo que prevê a captura, o tratamento, a partilha, a análise e a visualização da informação com clareza e eficácia. Em meio a tantos dados e a um conjunto de informação estruturada e não estruturada, esta não é, de todo, uma tarefa fácil, pelo que importa seguir algumas "best practices":

1. Que tipo de dados a minha empresa precisa?

Antes de se iniciar um projecto associado ao "big data", o primeiro passo a dar é olhar com atenção para a actividade que a organização desenvolve, perceber as suas necessidades e descobrir quais os desafios de negócio, cuja resposta se pode encontrar nos dados.
Na realidade, só fazendo as questões relevantes será então possível perceber quais são, afinal, os dados que faz sentido armazenar e quais os que devem ser descartados, assim como atribuir cada uma destas fontes de dados a cada uma das questões estratégicas do negócio.

2. Preparar a infra-estrutura

Dependendo da dimensão da empresa e das necessidades que esta apresente, o passo seguinte poderá passar pela definição de uma infra-estrutura tecnológica capaz de suportar o projecto de "big data". Por exemplo, no caso das PME, pode ser apenas preciso implementar uma solução de gestão mais adequada para garantir que a informação vinda dos diferentes departamentos seja agregada de forma comum. Se assim for, uma acção desenvolvida por uma qualquer equipa internamente acabará por se converter em informação útil para um vasto conjunto de elementos da equipa.

A ter em conta que a solução de gestão deverá permitir a integração de dados de origens e fontes externas à empresa; falamos aqui de redes sociais, de e-mail, de estudos e "whitepapers" ou de tantas outras plataformas.

3. Dados estruturados e não-estruturados

Perceber eficazmente a diferença entre dados estruturados e não-estruturados pode significar a diferença entre o sucesso ou insucesso de um projecto.

No caso dos dados não-estruturados, falamos de documentos dispersos, de imagens, de vídeos ou de e-mails, por exemplo. Os documentos de texto, por exemplo, não são vistos em toda a sua amplitude até porque seria praticamente impossível classificar cada palavra do texto e relacioná-la com contextos, momentos, pessoas, citações, etc. Este cenário agrava-se quando falamos de vídeos, de áudio ou de e-mails. Daí a referência a dados não-estruturados.

Já os dados estruturados são aqueles que obedecem a uma determinada organização para poderem ser recuperados. De uma forma muito simplista, podemos estar aqui a falar de etiquetas ou de colunas que identificam diversos pontos sobre aquela informação e tornam o trabalho das ferramentas de TI bem mais fácil.

4. Informação em tempo real

Uma vez bem trabalhado o conceito de "big data", obtém-se um fluxo de informação de negócio muito mais eficaz uma vez que deixa de se tomar decisões baseadas na intuição e na experiência de gestão da empresa, para se passar a apoiar estas mesmas decisões em dados muito mais fidedignos, já que extraídos da solução de gestão que combinou toda a informação.

Mas atenção que trabalhar com "big data" não significa tratar apenas os dados que vêm de diferentes origens, mas também passar a dispor de informação em tempo real, recolhida de diferentes suportes tais como smartphones, tablets e computadores portáteis. Logo, as organizações que contem com equipas de comerciais na rua, por exemplo, passam a ter a capacidade de perceber como está a correr o dia, quantas vendas houve, em que locais é necessário melhorar as acções comerciais, entre um conjunto vasto de outros cenários que se podem criar.

"Big data": um exemplo real

Bem utilizado, o "big data" pode proporcionar, aos gestores, informações relevantes. Por exemplo, numa empresa do sector alimentar, torna-se possível passar a cruzar informações meteorológicas com o histórico de consumo dos clientes ao longo dos anos e trabalhar com base nesse tipo de informação.

Com base neste esquema, é possível criar um sistema de previsão de vendas tendo em conta as altas ou baixas temperaturas e aquilo que os clientes, habitualmente, consomem nestes períodos.