Banca & Seguros “Blockchain” ganha protagonismo no mercado

“Blockchain” ganha protagonismo no mercado

Muito para lá da bitcoin, esta tecnologia garante suporte a várias criptomoedas, permite transacções seguras e começa agora a desbravar novos caminhos.
“Blockchain” ganha protagonismo no mercado
C-Studio 01 de fevereiro de 2018 às 15:54

Longe vão os tempos em que "pagar" significava ter na mão notas e moedas físicas. A desmaterialização dos pagamentos não é de agora, mas tem vindo a ganhar uma outra dimensão à medida que as tecnologias evoluem e permitem renovar as ofertas.

 

Do dinheiro físico aos cartões bancários foi um pequeno grande salto e Portugal é, hoje em dia, dos países que mais recorre a este tipo de operações; daí para as transferências na web e o internet banking passou pouco tempo, mas foi necessária uma importante evangelização do mercado e dos utilizadores. O próximo passo começa agora a ser dado, prevê a desmaterialização total dos pagamentos e operações associadas e surge suportado nas criptomoedas e, acima de tudo, na tecnologia "blockchain".

 

O "blockchain" é um registo digital que, dizem os especialistas do sector, é totalmente incorruptível e que tem a capacidade de ser programado com o intuito de registar transacções financeiras ou outro tipo de operações que apresentem efectivo valor virtual.

 

Esta tecnologia surgiu já na década de 70, mas apenas mais recentemente começou a ganhar destaque nos mercados. Na verdade, foi necessário melhorar consideravelmente o poder de processamento dos computadores e aproveitar a força de uma moeda virtual, a bitcoin, para que a tecnologia "blockchain" ganhasse uma nova vida.

 

Pensado como uma base de dados distribuída, o "blockchain" regista informação em blocos encadeados por ordem cronológica (normalmente transacções com criptomoedas) sendo mantida pelo esforço em rede dos vários computadores ligados à rede e a trabalharem com fortes métodos de encriptação.

 

Mas o "blockchain" não serve apenas para moedas e, nos últimos tempos, isso tem vindo a tornar-se cada vez mais evidente. No futuro, poderá vir a ser utilizado para armazenar uma enorme variedade de informação, de forma segura.

 

E os primeiros exemplos começam agora a surgir, desde logo pela mão da NASA, que procura saber como recorrer ao "blockchain" no espaço. A ideia passaria por ultrapassar problemas como a distância, não só para enviar equipamento de exploração, mas também na partilha de informação bem assim como para se prever acontecimentos no espaço.

 

Nesse sentido, a NASA disponibilizou já um total de 330 mil dólares à Universidade de Akron, nos EUA, com o intuito de promover o desenvolvimento de um sistema de comunicação resiliente baseado em "blockchain".

 

Mas não são os únicos a trabalhar esta tecnologia. A UNICEF lançou recentemente um concurso para start-ups que desenvolvem inovadoras soluções de software em "blockchain" abertas e que sejam, ao mesmo tempo, escaláveis ??e aplicáveis ??a nível mundial.

 

Mais recentemente, a Kodak apresentou a sua própria moeda virtual – a KodakCoin –, que deverá vir a ser utilizada para registar pagamentos de fotografias digitais na KodakOne. Esta plataforma recorre a tecnologia de "blockchain" para ajudar os fotógrafos a proteger o direito às suas imagens.

 

E, também o jornalismo poderá vir a tirar partido desta tecnologia. Ou, pelo menos, é isso que defende a Civil, uma start-up que se apresenta como organização noticiosa, e que procura utilizar a "blockchain" para criar uma enorme rede descentralizada de informação, usada por jornalistas e consumidores de media. Para ter acesso à rede, é, no entanto, necessário investir uma certa quantidade de criptomoedas: as CVL.