Mobilidade Chegou a era do edge computing

Chegou a era do edge computing

As nossas vidas estão cada vez mais conectadas, e só isso é suficiente para aumentar as necessidades de potência computacional a um nível nunca antes visto.
Chegou a era do edge computing
C-Studio 15 de fevereiro de 2017 às 17:22

O conceito Internet of Things (IoT) veio mesmo para ficar e, segundo dados de vários analistas de mercado, até 2020 teremos qualquer coisa como 25 mil milhões de dispositivos conectados, entre equipamentos móveis, aparelhos inteligentes, sensores, automóveis e variadíssimas máquinas industriais.

 

Não se assuste, mas, a verdade é que as nossas vidas estão cada vez mais conectadas, e só isso é suficiente para aumentar as necessidades de potência computacional a um nível nunca antes visto. Bem-vindo seja então ao "edge computing".

 

É verdade! Está na hora de começar a tirar maior partido de toda a arquitectura criada para a computação em nuvem assegurando aos utilizadores uma mais eficaz disponibilidade dos dados.

 

Na era da transformação digital, o "edge computing" pode efectivamente ser a resposta para alavancar este tipo de situações, permitindo a introdução de funcionalidades de aquisição de dados e também de funções de controlo, armazenamento de conteúdos de banda larga e aplicações quer no âmbito do utilizador final quer também de diferentes dispositivos como smartphones, tablets e sensores de vários tipos.

 

Neste último caso, na verdade, trata-se da capacidade de alavancar recursos que, por diferentes motivos, podem nem sempre estar ligados a uma rede web.

 

Mas a aquisição de conteúdos poderá passar ainda por outro tipo de tecnologias, como a análise de assinaturas móveis ou redes "ad hoc", sempre com o intuito último de melhorar a aquisição e o nível de relacionamento com os dados.

 

E afinal de contas, porque devem as organizações começar a olhar para o "edge computing" como um caminho (quase) obrigatório no âmbito das suas inevitáveis estratégias de transformação digital?

 

A forma de fazer negócios hoje em dia, cimentada numa economia de consumo altamente enraizada, é cada vez mais formatada pelo efectivo e rápido acesso aos dados, obrigando a uma (também) cada vez maior necessidade de disponibilidade da rede.

 

Por outro lado, esta mesma informação (que suporta os negócios) flui entre diferentes equipamentos e dispositivos, todos eles conectados à rede, o que leva a um perigoso aumento das necessidades de processamento e da capacidade de latência dessa mesma rede.

 

Fazer em tempo real é mandatório, numa altura em que os mercados não se compadecem com menor capacidade de resposta sob pena de as organizações perderem o comboio para os seus competidores mais directos.

 

Do ponto de vista mais prático, são várias as aplicações que se podem dar ao "edge computing" começando, desde logo, pelo "streaming" de vídeo. Com a quantidade de conteúdos distribuídos através da rede a aumentar a olhos vistos, os fornecedores de serviços tendem a ligar-se a um sistema de computação web que mantém o conteúdo "mais próximo" do seu utilizador final. Vantagens? A informação em causa acaba por ser rapidamente entregue a vários utilizadores já que se duplica esse mesmo conteúdo em múltiplos servidores e se o direcciona para os utilizadores partindo da sua proximidade.

 

A IoT industrial é outro exemplo prático das mais-valias criadas pelo "edge computing" permitindo tirar maior partido de tudo o que são dados criados e enviados por sensores, pelas comunicações M2M e por tecnologias de automação. Grandes volumes de dados na rede geram grande aumento de tráfego; o "edge computing" ajuda a gerir esta realidade.

 

Mas ajuda também no âmbito da computação em nuvem, transformando-a numa arquitectura distribuída, com uma enorme vantagem: uma qualquer disrupção que possa surgir ficará limitada a apenas um único ponto da rede.

 

Em qualquer um dos exemplos acima – e muitos mais poderíamos indicar ainda – fica patente a capacidade do "edge computing" em termos práticos.

 

No caso das grandes empresas, e tendo em conta a necessidade de garantirem uma performance aceitável em serviços altamente dispersos e distribuídos, a estratégia passou inicialmente por implementar o "edge computing" através da criação de "server farms" na web com recurso a capacidades de "clustering".

 

Mas hoje em dia o "edge computing" já não está apenas disponível para as grandes empresas e, fruto da sua evolução e quebra de preços, passou a ser também uma aposta cada vez mais acertada no âmbito dos processos de transformação digital de pequenas e médias empresas.


Simplificando…

…a tecnologia "edge computing" não é mais do que uma plataforma altamente virtualizada no ponto final da rede, que assegura serviços de computação, "storage" e conectividade entre os denominados objectos inteligentes (que suportam o IoT) e os tradicionais centros de computação em nuvem com capacidades de suporte para interacção em tempo real, baixa latência e ampla distribuição geográfica.